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Japão registra aumento repentino de 500% nas taxas de visto para estrangeiros

Japão quintuplica taxas de visto para estrangeiros, pela primeira vez em quarenta e oito anos, com visto único a 15 mil ienes e múltiplas entradas a 30 mil

Imagens | Pickpik, Artanisen, Pakutaso
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  • Japão aprovou aumento de 500% nas taxas de visto para estrangeiros: de 3 mil ienes para 15 mil ienes (entrada única) e de 6 mil para 30 mil ienes (múltiplas entradas), primeira revisão em 48 anos desde 1978.
  • A mudança rompe um longo período de estabilidade na política de imigração japonesa.
  • O ministro das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, citou inflação e a desvalorização do iene como justificativas para o reajuste.
  • O país já cobra o imposto Sayonara, uma taxa de saída de 1 mil ienes desde 2019, financiando infraestrutura turística; a política de fronteiras passará a gerar mais receita.
  • A análise pública aponta que os custos de processamento de vistos são majoritariamente internos, o que levanta dúvidas sobre a relação com a variação cambial.

O Japão anunciou um aumento de 500% nas taxas de visto para estrangeiros, em uma mudança que rompe décadas de estabilidade. O governo justificou a medida pela inflação e pela desvalorização do iene, visando financiar o processamento de vistos.

A medida eleva o custo do visto de entrada única de 3 mil para 15 mil ienes, e o visto de múltiplas entradas de 6 mil para 30 mil ienes. O ajuste é o primeiro desde 1978, marcando uma revisão histórica de quase meio século.

O anúncio ocorre cerca de 4 anos após o início do chamado imposto Sayonara, taxa de saída de 1 mil ienes paga por todos os viajantes. A soma de novas tarifas de visto amplia a cobrança sobre quem visita o país.

Motegi afirmou que a inflação e a cotação do iene justificam reajustes nos encargos ao processamento de vistos. Críticos questionam a relação entre custos internos e a referência cambial, visto que partes do processo são geridas internamente.

Especialistas pontuam que o governo busca transformar o turismo em fonte de renda direta, como parte de uma estratégia de curto prazo para equilibrar as contas públicas. Ainda não há indicação de compensações para viajantes de baixa renda.

As mudanças chegam em meio a debate sobre políticas de imigração e custos de viagem, com receptividade variando entre setores do turismo, empresários e usuários de vistos. A implementação entra em vigor conforme o governo define prazos operacionais.

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