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Mostra celebra Ano Cultural Brasil-China no Museu Histórico Nacional

No MHN, exposição com 121 objetos da China antiga revela como alimentação molda ritual, poder e vida social até 11 de outubro, com entrada gratuita

Exposição chama a atenção pela cerâmica, bronze, porcelana, ouro, prata, jade, pedras preciosas, laca e madeira - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • Exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga, no Museu Histórico Nacional, no centro do Rio, vai até 11 de outubro, com 121 objetos do Museu Nacional da China e entrada gratuita.
  • A mostra abre neste sábado, dia 27, e percorre cerca de dez mil anos da civilização chinesa, do período pré-histórico agrícola até o fim da dinastia Qing.
  • Cinco núcleos temáticos estruturam o percurso, destacando aspectos como alimentação variada, alimentos cozidos e bebidas quentes, rituais, deleite visual e harmonia social.
  • Os organizadores dizem que a comida guia a história da China antiga, com cada peça representando formas de pensar, organizar o poder, cultivar prazer e lidar com o sagrado.
  • O diretor do MHN, Cícero de Almeida, afirma que a segurança alimentar é questão política, e que compartilhar refeições carrega valor ritual; a peça mais antiga da exposição tem cerca de 12 mil anos.

Em celebração ao Ano Cultural Brasil-China, o Museu Histórico Nacional (MHN), no centro do Rio de Janeiro, abriu neste sábado a exposição Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga. A mostra percorre milhares de anos da civilização chinesa a partir da alimentação, um dos pilares da cultura do país.

Com 121 objetos vindos do Museu Nacional da China, em Pequim, a exposição ficará nas galerias temporárias do MHN até 11 de outubro. A entrada é gratuita e o percurso foca a China antiga, anterior à República, até as transformações do século XX, com ênfase nos primeiros milênios.

A mostra organiza o percurso em cinco núcleos temáticos, iluminando camadas distintas da relação entre chineses e alimentação: nutrição variada, cozimentos e bebidas quentes, rituais e reverência ao céu, deleite estético e harmonia compartilhada. Segundo a curadoria, a alimentação é o ponto de contato entre várias dimensões da cultura.

O acervo cobre cerca de 10 mil anos de história, destacando materiais como cerâmica, bronze, porcelana, ouro, prata, jade, laca e madeira. O diretor do MHN aponta que a segurança alimentar era tema político relevante em diversas dinastias, ligado a organização social e ao equilíbrio entre material e espiritual.

Giancarlo Hannud, consultor e tradutor da mostra, destaca a peça mais antiga, um triturador e moedor de trigo com cerca de 12 mil anos, como símbolo da diversidade de formas de alimentação. A curadoria reforça que a China é berço de cultivo de milheto e arroz, além da domesticação de animais como cachorro, porco e galinha.

Por volta de 4 mil anos atrás, espécies como carneiro, gado bovino e cavalo chegaram ao território chinês, junto com o cultivo do trigo, expandindo as práticas alimentares e a agropecuária da região. A exposição busca apresentar a alimentação como lente para entender a cultura, a política e os rituais chineses.

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