- Plataforma da ONG Reide reúne fotos de pessoas encontradas e desaparecidas na Venezuela, com quase oito dezenas de milhar de imagens atualizadas por equipes de resgate.
- O serviço foi criado para venezuelanos no exterior, incluindo brasileiros que buscam parentes.
- No Brasil vivem mais de 607 mil venezuelanos; a plataforma tem apoiado famílias de desaparecidos, como Anyer, cuja filha de 13 anos está desaparecida em Caracas.
- No Rio Grande do Sul, dez organizações venezuelanas promovem uma campanha de doações de itens como alimentos enlatados, produtos de higiene e kits de primeiros socorros; o primeiro carregamento será enviado a Curitiba.
- De Curitiba, o carregamento seguirá de avião para Caracas, completando o envio dos mantimentos.
A plataforma criada por uma ONG reúne fotos de pessoas encontradas e desaparecidas na Venezuela para ajudar familiares e equipes de resgate. O sistema já soma quase 80 mil fotos, entre localizados e ainda desaparecidos, segundo Samir Oyaga, gestor da ONG Reide.
O serviço foi concebido para atender venezuelanos que vivem fora do país, que buscam informações sobre parentes. Em especial, famílias que residem no Brasil têm utilizado a ferramenta para localizar pessoas.
No Brasil, há mais de 607 mil venezuelanos, segundo dados oficiais. Anyer, que busca notícias da filha de 13 anos, descreve a dificuldade de localizar a jovem; a garota está morando em Caracas com a mãe e está entre os desaparecidos. Oyaga afirma que a plataforma tem potencial de reunir informações úteis para a localização.
Funcionamento da plataforma
Em Porto Alegre, uma ONG regional coordena uma campanha de arrecadação voltada a itens como alimentos enlatados, produtos de limpeza, itens de higiene, luvas, kits de primeiros socorros e fraldas. As doações ajudam famílias impactadas pelo desastre.
Campanha de doações no Brasil
No Rio Grande do Sul, dez organizações de venezuelanos iniciaram a mobilização, que segue até a próxima quarta-feira. O primeiro carregamento será enviado a Curitiba, de onde um avião levará os mantimentos a Caracas. As doações já começaram a chegar aos pontos de coleta, segundo relato de voluntários.
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