- Terremotos na Venezuela deixaram ao menos 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos; o total de feridos passa de 3.300.
- Três dias após o tremor duplo de 7,2 e 7,5 de magnitude, a busca por sobreviventes entra em fase crítica; um terceiro sismo de 4,7 ocorreu na noite de sexta-feira.
- Autoridades restringem o acesso a La Guaira, epicentro da destruição, exigindo autorização para entrada, com o trânsito atrapalhando as operações de resgate.
- Devido à escassez de socorristas do governo, moradores passaram a buscar parentes desaparecidos por conta própria, com poucas equipes estatais em algumas áreas.
- Ajuda internacional já chegou: 861 voluntários de diversos países estão no país, e mais apoio é aguardado; La Guaira foi militarizada segundo autoridades.
A Venezuela enfrenta uma fase crítica de resgates após um terremoto duplo de magnitude 7,2 e 7,5 ocorrido na semana. Três dias depois, moradores escavam escombros em busca de sobreviventes, enquanto um novo tremor de 4,7 foi registrado na noite de sexta-feira. A prioridade é localizar pessoas com vida.
La Guaira, epicentro da destruição, restringe o acesso para o público. Quem quiser passar precisa de autorização oficial, em meio a caos e congestionamentos que dificultam as operações de resgate. As autoridades prometem controle de passagem para evitar entraves.
Com o governo enfrentando escassez de socorristas, famílias recorrem a buscas independentes por parentes desaparecidos. O saldo divulgado aponta pelo menos 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos, resultado de danos generalizados em várias cidades.
Forças estatais distribuem comida e água em La Guaira, enquanto Delcy Rodríguez, presidente em exercício, afirmou que o governo atua nas horas críticas para resgatar pessoas com vida. Ela destacou a participação de socorristas internacionais.
A crise é agravada por falhas de serviço e descontinuidade econômica. Muitos moradores relatam redes de resgate insuficientes e improvisos em áreas degradadas, incluindo Maiquetía, onde filas de lojas exibem comerciais de escassez.
Despesas com assistência chegam de várias frentes. Agências humanitárias consideram as primeiras 48 a 72 horas como janela decisiva para retirar sobreviventes, contanto com acesso a água, alimento e meios de resgate.
Ajuda internacional
Voluntários de México, Estados Unidos, El Salvador, Suíça, Colômbia e outros países já atuam na região, com mais equipes a caminho. Autoridades informaram que conversas com líderes estrangeiros reafirmaram apoio logístico e de resgate. Verificam-se impactos em Caracas e arredores.
Pessoas afetadas relatam perdas pessoais devastadoras. Em La Guaira, familiares aguardam notícias enquanto moradores tentam abrir lajes com ferramentas simples, na esperança de encontrar alguém com vida. A onda de tremores elevou o nível de urgência.
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