- A ONU estima danos diretos dos dois terremotos na Venezuela em até US$ 6,7 bilhões, cerca de 6% do PIB do país.
- O balanço de mortes já supera 1,4 mil, com mais de 3 mil feridos e 3,1 mil pessoas desabrigadas.
- A Organização Internacional para as Migrações aponta que até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas, incluindo até 2 milhões apenas em Caracas.
- O resgate mobiliza mais de 1.600 socorristas estrangeiros que chegaram ao país; voos humanitários seguem sendo enviados.
- O Escritório de Ajuda Humanitária da ONU aponta que mais de cinquenta mil pessoas podem estar desaparecidas.
Os danos causados pelos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última semana podem chegar a US$ 6,7 bilhões, conforme avaliação preliminar do PNUD. O valor representa cerca de 6% do PIB do país e cobre perdas de imóveis, como moradias, sem computar impactos econômicos mais amplos.
A estimativa utiliza modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais. As informações foram divulgadas pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com base em eventos recentes que deixaram destruição generalizada.
Impacto humano e desabrigados
Na noite de quarta-feira (24), os tremores ocorreram na região norte, incluindo Caracas. O balanço oficial aponta mais de 1,4 mil mortos até o momento, e há relatos de prédios derrubados na capital e regiões vizinhas. Desabrigados somam milhares.
Segundo o governo venezuelano, mais de 3 mil ficaram feridos e 3,1 mil pessoas perderam moradia. Ainda não há definição sobre o número exato de desaparecidos, com autoridades citando milhares de casos não resolvidos.
Ajuda internacional e resposta de resgate
Mais de 1.600 socorristas estrangeiros já trabalham no país para buscas e remoção de escombros, com 17 voos fornecidos recentemente e a expectativa de mais 25 voos nas próximas 24 horas. Médicos, cães farejadores e equipamentos especializados integram o suporte.
O governo informa que aviões militares e equipes de vários países se somam aos esforços. O presidente interino Delcy Rodríguez afirmou que outros 10 países devem aderir aos trabalhos, enquanto dezenas de milhares de militares e policiais permanecem em regiões afetadas, como La Guaira.
Entre na conversa da comunidade