- O número de mortos nos dois terremotos na Venezuela subiu para pelo menos 1.430, com várias vítimas estrangeiras.
- Segundo a Organização das Nações Unidas, há mais de 50 mil pessoas desaparecidas.
- Dois brasileiros morreram; o governo brasileiro presta assistência consular aos familiares.
- Portugal informou 28 mortos ou desabrigados entre portugueses ou descendentes de portugueses, com 85 desaparecidos.
- Espanha registra seis mortos e 133 desaparecidos; 14 espanhóis foram localizados sob os escombros.
- Um ítalo-venezuelano morreu no desabamento de um prédio; dois cidadãos chineses foram confirmados entre as vítimas.
Dois terremotos atingiram a Venezuela na quarta-feira, causando mais de 1.400 mortes, segundo atualização de sexta-feira. O balanço oficial inclui dezenas de vítimas estrangeiras entre cidadãos de várias nacionalidades. O chefe de ajuda humanitária da ONU afirma que mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Equipes de resgate trabalham em áreas atingidas, principalmente no litoral próximo a Caracas e em La Guaira. Autoridades locais consolidam dados de vítimas e desabrigados, com apoio de organizações humanitárias internacionais.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou a morte de dois brasileiros e a prestação de assistência consular aos familiares. As famílias comunicam identidades e circunstâncias dos falecimentos.
Dois brasileiros confirmados
O Brasil confirmou a morte de dois cidadãos, um homem e uma mulher. Um dos falecidos era Vanessa Zacarias da Silva, 44, moradora do Distrito Federal, que estava há cerca de dois meses na Venezuela e residia em La Guaira. O outro é o pastor Romildo Batista de Lima, 69, de Uberlândia.
Segundo relatos de familiares, Romildo foi atingido pelo desabamento de uma parede enquanto protegia a esposa. Os dois foram resgatados, mas Romildo não resistiu aos ferimentos. O Itamaraty acompanha o caso e presta assistência aos parentes.
Portugueses entre as vítimas
O Ministério das Relações Exteriores de Portugal informou 28 óbitos de cidadãos portugueses ou com ascendência portuguesa, além de 85 desaparecidos. O despacho inicial indica ainda que parte dos mortos ocorreu em diferentes regiões do país.
Espanhóis também afetados
A Espanha confirmou pelo menos seis mortos e 133 desaparecidos entre seus cidadãos. O Ministério das Relações Exteriores espanhol informou ainda que 14 espanhóis foram localizados entre os escombros. Em 2026, havia cerca de 147 mil espanhóis residentes na Venezuela.
Italo-venezuelano e chineses
Roma informou a morte de um cidadão ítalo-venezuelano, nascido em Caracas, em 1970. O homem tinha nacionalidade italiana adicional. O Ministério das Relações Exteriores da Itália sinalizou que quase 170 mil italianos vivem na Venezuela.
A agência estatal chinesa Xinhua confirmou dois Chinese entre as vítimas e chamou os nacionais a cautela frente a réplicas e desastres secundários. A embaixada na Venezuela acompanha a situação.
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