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Alemanha e Dinamarca registram temperaturas recordes; calor avança ao leste

Onda de calor avança pela Europa: Dinamarca registra recorde de 37 °C; Alemanha atinge 41,3 °C, elevando mortes e interrompendo transportes e geração de energia

Termômetros registram altas temperaturas em onda de calor que acomete Alemanha e parte da Europa em junho de 2026 (Foto: REUTERS/Axel Schmidt)
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  • Dinamarca registrou a temperatura mais alta já medida no país, 37 °C ao norte de Aarhus, enquanto a onda de calor avança para o leste da Europa.
  • A onda já havia trazido recordes na Grã-Bretanha, França e Suíça, com a Alemanha marcando 41,3 °C perto de Saarbrücken.
  • Na França, dezenas de pessoas morreram e o calor afetou transporte ferroviário, gestão de energia, consumo de álcool, aulas e eventos ao ar livre.
  • Na Itália, o governo emitiu alerta vermelho para 18 cidades, com previsões de até 39 °C; Bolzano registrou a noite mais quente de junho.
  • As autoridades destacam impactos na infraestrutura, como trechos de estradas rachados e trens suspensos; companhias ferroviárias adotaram medidas para reduzir operações.

A onda de calor que afeta grande parte da Europa atingiu temperaturas recordes neste fim de junho. Dados preliminares indicam marcas acima de 40 °C em várias regiões, com impactos no transporte, energia e serviços públicos. O evento é atribuído a padrões climáticos recentes intensificados pelo aquecimento global.

Na Dinamarca, o recorde histórico foi registrado, superando marcas anteriores. Nações vizinhas já haviam registrado máximas elevadas, e o sistema atmosférico segue sendo puxado para o leste, elevando o calor em países além da Alemanha.

Na Alemanha, o serviço meteorológico informou 41,3 °C perto de Saarbrücken, na fronteira com a França. O país enfrenta doenças associadas à alta temperatura, além de interrupções no tráfego ferroviário e na geração de energia.

Desdobramentos e impactos

O Instituto Dinamarquês de Meteorologia indicou 37 °C ao norte de Aarhus, a maior temperatura já registrada desde o início das medições em 1874. Autoridades temem efeitos sobre infraestrutura, saúde e serviços urbanos.

França registra mortes ligadas ao calor e ações de proteção, como suspensão de atividades ao ar livre e restrições de consumo de álcool. Incêndios florestais aumentam o risco para comunidades e áreas rurais.

No restante da Europa, Itália emitiu alerta vermelho para várias cidades, com previsão de até 39 °C. Bolzano, nos Alpes, registrou a noite mais quente de junho, com temperaturas acima de 25 °C durante o repouso noturno.

Medidas de mitigação e resposta

Operadores ferroviários limitam tráfego para reduzir riscos de deformações em trilhos. A Deutsche Bahn ofereceu cancelamentos gratuitos de viagens de longa distância até o início da próxima semana.

A National Express planeja suspender trens na Renânia do Norte-Vestfália, visando diminuir a pressão sobre a malha. Em estradas, autoridades estaduais monitoram rachaduras no pavimento e fechamentos pontuais.

As autoridades francesas sinalizam que, mesmo com a passagem da onda de calor, a demanda por serviços de saúde permanece elevada por vários dias, exigindo reforço de recursos hospitalares.

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