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Chefe de gabinete de Milei renuncia após suspeita de enriquecimento ilícito

Renúncia do chefe de gabinete de Milei sob suspeita de enriquecimento ilícito após gastos com viagens da família

Na imagem, o presidente da Argentina, Javier Milei, e o agora ex-chefe de gabinete, Manuel Adorni, durante assinatura de nomeação, em novembro de 2025
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  • Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, renunciou no sábado, 27 de junho de 2026, sob suspeita de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio.
  • A investigação envolve gastos com viagens da família, como viagem para Aruba no Natal em classe executiva e voo de jato particular para o Uruguai no Carnaval.
  • Adorni ocupava o cargo desde novembro de 2025 e disse que está encerrando um capítulo de forma pacífica e com a “consciência tranquila”; afirmou que a decisão contraria pela primeira vez, desde 10 de dezembro de 2023, a vontade do presidente.
  • A defesa recebeu apoio de Milei e da secretária-geral da Presidência, Karina Milei; Adorni afirmou que o patrimônio foi construído antes do governo e que os gastos foram pagos com recursos próprios.
  • Em maio e junho, ele afirmou ter retificado declarações de imposto de renda de 2023 e 2024 para incluir cerca de US$ 500 mil não declarados; o governo enfrenta críticas de corrupção em meio à inflação e à queda de aprovação do presidente.

O chefe de gabinete do presidente da Argentina, Javier Milei, Manuel Adorni, renunciou no sábado (27.jun.2026) sob suspeita de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio, segundo informações apuradas pela imprensa. A saída ocorreu em Buenos Aires, em meio a investigações e críticas públicas.

Adorni ocupava o cargo desde novembro de 2025 e já vinha sendo alvo de críticas por gastos com viagens da família, considerados incompatíveis com sua renda. A renúncia foi anunciada após reportagens sobre viagens em classe executiva para Aruba no Natal e um voo de jato particular para o Uruguai no Carnaval.

Antes de assumir a chefia de gabinete, Adorni foi porta-voz do governo e recebeu apoio de Karina Milei, secretária-geral da Presidência, irmã do presidente. Em defesa, ele afirmou que o patrimônio foi adquirido antes do governo e que os gastos foram pagos com recursos próprios.

Investigações e respostas

Segundo a Reuters, as despesas da família passam por apuração de consistência com a renda do então chefe de gabinete. Adorni afirmou que não cometeu crime e buscará esclarecer tudo na Justiça durante audiência no Congresso em abril.

Em maio, Milei disse a La Nación que Adorni permaneceria no governo, sem condenar uma pessoa inocente. Em junho, Adorni afirmou ter retificado declarações de imposto de renda de 2023 e 2024, incluindo cerca de US$ 500 mil não declarados.

O governo enfrenta críticas por suspeitas de corrupção em meio à inflação e à queda de custo de vida. Uma pesquisa de maio mostrou queda da aprovação presidencial para 39%, ante 53% um ano antes, conforme divulgação da Reuters.

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