- Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, anunciou a renúncia após quatro meses de escândalo por acusações de corrupção e enriquecimento ilícito.
- A investigação judicial apura suposto enriquecimento ilícito ligado ao patrimônio dele, incluindo gastos extravagantes não declarados.
- Em 10 de junho, Adorni reconheceu ter ocultado cerca de 500 mil dólares em declarações patrimoniais, referentes a poupanças mantidas fora do registro com a esposa.
- Milei destituiu Adorni do cargo de porta-voz presidencial, mantendo-o no cargo de chefe de gabinete, enquanto o caso tramita.
- Também surgiram denúncias de compras de equipamentos para videogames com cartão de crédito de funcionários, feitas pela conta pessoal de Adorni no Mercado Livre.
Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente argentino Javier Milei, renunciou neste sábado (27/06), encerrando quatro meses de investigações por supostas acusações de corrupção e enriquecimento ilícito. A renúncia ocorre em meio a um escândalo que envolve gastos não declarados e uso de recursos privados em funções públicas.
Adorni admitiu ter ocultado cerca de 500 mil dólares em suas declarações patrimoniais, com origem em poupanças fora do registro, junto à esposa. A contaMensagem pública diz que o político afirma ter sido alvo de ataques midiáticos, mantendo, em paralelo, o cargo de porta-voz presidencial.
Há relatos de compras efetuadas com cartão de crédito pessoal de Adorni para aquisição de equipamentos por meio de uma conta no Mercado Livre, usados por dois assessores da Assessoria de Imprensa Presidencial. O caso ampliou críticas à gestão de Milei e à condução do gabinete.
Repercussões e desdobramentos
Milei manteve-se inicialmente alinhado a Adorni, mas a tensão interna provocou mudanças no comando da pasta. Adorni deixou de atuar como porta-voz, além de seguir sob avaliação de autoridades judiciais quanto às irregularidades apontadas.
A renúncia pode ampliar o escrutínio sobre o núcleo próximo ao presidente, com a Justiça ampliando perguntas sobre patrimônio e compatibilidade entre a life pública e a privada. O governo tem reiterado o objetivo de manter a governabilidade e a continuidade das políticas em curso.
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