- França registra cerca de mil mortes em três dias devido à onda de calor, com números ainda preliminares e em atualização desde 24 de junho.
- Terça-feira, 23 de junho, marcou o dia mais quente já registrado no país: 44,3°C em Pissos, maior temperatura desde o início da série histórica (1947).
- Óbitos ocorreram principalmente em regiões com alerta vermelho, como Île-de-france, Nouvelle-Aquitaine, Bretanha, Centro-Vale do Loire, Normandia e País do Loire; cerca de 85% das mortes foram de pessoas com 65 anos ou mais.
- Aumento de mortes ocorreu tanto em hospitais quanto em instituições de longa permanência e residências; mortes em casa cresceram 40%.
- Eventos públicos foram afetados, com a Parada LGBTQ+ de Paris adiando-se; temperaturas começaram a cair em parte do território no domingo.
O calor extremo que atinge a França já provoca impactos graves. O Ministério da Saúde informou neste domingo que, em apenas três dias, ocorreram aproximadamente mil óbitos no país, período marcado por temperaturas recordes e alertas em várias regiões. Os números são preliminares e estão em atualização, pois dados começaram a ser coletados na quarta-feira passada.
Segundo o governo, várias marcas históricas foram quebradas. Em 23 de junho, a cidade de Pissos registrou 44,3°C, a temperatura mais alta oficialmente medida na França desde 1947. O levantamento aponta que o calor atingiu principalmente áreas sob alerta vermelho.
Mortes cresceram especialmente entre idosos. Pessoas com 65 anos ou mais responderam por cerca de 85% das ocorrências no período, ainda que o impacto tenha alcançado todas as faixas etárias. Regiões sob alerta vermelho, como Île-de-France e Nouvelle-Aquitaine, registraram maior aumento nas fatalidades.
Dados e confiabilidade
O ministério informou que os dados são baseados em atestados de óbito eletrônicos, que correspondem a cerca de 60% da mortalidade nacional e podem variar com revisões. Mortes em domicílio subiram cerca de 40% nesse intervalo.
Impacto social e cotidiano
Os impactos vão além de óbitos: houve aumento de mortes em hospitais, instituições de longa permanência e residências. O governo citou necessidade de políticas de apoio a pessoas isoladas ou em situação de solidão, especialmente em áreas urbanas.
Eventos e agenda pública
A onda de calor levou a mudanças na agenda pública. A Parada LGBTQ+ prevista para Paris, neste fim de semana, foi adiada em razão das condições climáticas. As condições de tempo também influenciaram outras atividades ao ar livre.
Comentários de especialistas
Especialistas associam o calor extremo às mudanças climáticas. Segundo o secretário-executivo da ONU sobre Mudança do Clima, Simon Stiell, o aquecimento global aumenta a intensidade de ondas de calor devido à queima de combustíveis fósseis. A Copernicus, da UE, aponta que o fenômeno resulta de uma “cúpula de calor” causada por massa de ar quente presa por alta pressão, com contribuição humana aumentando a severidade.
Com informações da AFP.
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