- O Brasil continua com 1.450 mortos e 3.150 feridos após dois terremotos na Venezuela, com milhares de pessoas presas sob escombros.
- Moradores removem corpos e tentam resgatar entes queridos sem equipamentos adequados, em meio a relatos de falta de mão de obra especializada.
- A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, disse que os esforços são realizados “sem descanso” e que o resgate de pessoas vivas é prioridade.
- Em La Guaira e Caracas, moradores pedem maior atuação do Estado e criticam a condução das operações de resgate.
- O governo informou que 12.721 pessoas foram afetadas, 774 edifícios foram danificados ou desabaram, e 21 delegações internacionais mobilizaram mais de dois mil socorristas; cerca de 30 mil pessoas auxiliam no total, com a ONU estimando cerca de 50 mil desaparecidos. Além disso, 14 mil militares foram enviados para a área.
O abalo sísmico que atingiu a Venezuela nesta semana deixou pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, conforme dados oficiais. Segue-se um cenário de desabamentos generalizados e desespero de famílias buscando entes queridos sob os escombros. O atraso na remoção de escombros é alvo de críticas entre moradores.
Nas áreas mais atingidas, moradores aguardam pela atuação de equipes especializadas e por maquinário que permita retirar blocos de concreto. Em La Guaira e Caracas, a retirada manual de corpos acontece diante de condições precárias. A pressão por maior presença do Estado cresce a cada hora.
Resposta institucional
A presidente em exercício Delcy Rodríguez afirmou que os esforços ocorrem sem descanso e que o resgate de pessoas vivas é prioridade permanente. O governo decretou estado de emergência para facilitar mobilização de recursos e apoio internacional.
Cenário humano e regional
Carlos Eduardo, 31 anos, continua desaparecido após desabamento em La Guaira; familiares dizem ouvir sinais sob os escombros, mas não têm meios para agir. Em Caraballeda, voluntários relatam cenas de desabamentos e corpos já encontrados, com relatos de pouca assistência imediata.
Esforços e números oficiais
O Parlamento informou que 21 delegações internacionais foram movilizadas, somando mais de 2 mil socorristas e 96 equipes com cães farejadores. Mais de 30 mil profissionais, entre militares, médicos e paramédicos, atuam no local. As autoridades ressaltam coordenação entre equipes nacionais e internacionais.
Panorama atual
O governo diz estar trabalhando “sem descanso” e que milhares de pessoas recebem suporte emergencial. O total de mortos, feridos e desabamentos segue subindo, e a ONU estima dezenas de milhares de desabrigados. A operação segue com foco nas 72 horas iniciais, consideradas cruciais para resgates.
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