- Nesta quarta-feira, 24, ocorreram tremores de magnitude 7,5 e 7,2 na Venezuela, e o número oficial de mortos subiu para cerca de 1.450 até o domingo, conforme o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
- Um protesto de moradores levou militares a usar picaretas e pás para ajudar na remoção de escombros de um edifício que desabou.
- A atuação ocorreu quatro dias após os terremotos que já deixaram quase 1.500 mortos.
- Um morador disse que voluntários ficaram indignados ao ver militares apenas segurando a segurança enquanto pessoas soterradas precisavam de ajuda.
- As Forças Armadas são vistas como instrumento de poder e repressão na Venezuela, com histórico de protagonismo durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Na quarta-feira (24), a Venezuela viveu dois tremores de magnitude 7,5 e 7,2 em menos de um minuto. O balanço oficial subiu para cerca de 1.450 mortos, conforme o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, no domingo (28).
No domingo, moradores bloquearam parcialmente um local em Tanaguarena, forçando militares a pegar picaretas e pás para ajudar na remoção de escombros de um edifício que desabou quatro dias após os abalos.
Dezenas de pessoas trabalham em operações de resgate, enquanto cerca de 20 militares, inicialmente apenas em função de segurança, foram pressionados pela multidão a atuar na remoção dos escombros.
Alexander Mijares, comerciante de 26 anos, relatou à AFP que os militares estavam encostados a uma parede enquanto voluntários precisavam retirar uma vítima soterrada. Outro morador afirmou que os filhos não poderiam ser jogados em vala comum.
Reação dos moradores e desdobramentos
Os incidentes evidenciam a pressão da população por agilidade nos resgates após os terremotos que atingiram o país na semana. Equipes de resgate e voluntários seguem trabalhando em Caraballeda, no estado de La Guaira, em busca de pessoas soterradas.
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