- Protesto de moradores em Tanaguarena, no estado de La Guaira, no domingo, 28, obrigou cerca de 20 militares a pegar picaretas e pás para ajudar na remoção dos escombros de um edifício desabado após os terremotos na Venezuela.
- Os tremores, ocorridos na quarta-feira, já deixaram quase 1.500 mortes.
- Os militares estavam no local apenas para segurança quando foram acionados pelos civis para participar do resgate.
- Alexander Mijares, comerciante de 26 anos, relatou que os militares ficavam encostados em uma parede enquanto buscavam uma pessoa soterrada, e questionou a falta de equipamentos.
- Moradores protestaram dizendo que seus filhos não seriam jogados em uma vala comum, cobrando mais rapidez nas operações de resgate.
Um protesto de moradores em Tanaguarena, no estado de La Guaira, obrigou neste domingo 28 um grupo de militares a pegar ferramentas e participar da remoção de escombros de um edifício que desabou após os terremotos na Venezuela. O abalo ocorreu quatro dias antes e já deixou quase 1.5 mil mortes, segundo informações da imprensa local.
Segundo relato de moradores, os militares que atuavam apenas na segurança foram instados a se envolver na busca por vítimas com picaretas e pás. A situação gerou indignação entre voluntários que operavam no local, que afirmaram que a força de segurança não estava equipada para o trabalho de resgate.
A cena aconteceu na região de Tanaguarena, epicentro da tragédia, onde dezenas de equipes trabalhavam para remover os escombros. Testemunhas relataram que o clima entre civis e militares ficou tenso, com pressões para ampliar a participação das forças armadas nas operações de resgate. Ainda não há informações oficiais sobre responsáveis ou respostas das autoridades.
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