- Balanço oficial aponta 1.450 mortos, 3.150 feridos e 12.721 desabrigados após dois terremotos na Venezuela, ocorridos na quarta-feira (24).
- Tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram o norte do país, com 512 réplicas registradas desde então.
- Equipes de emergência seguem em atuação contínua, com mais de 25 mil pessoas envolvidas na resposta.
- Danos atingem 2.501 estruturas, com 189 imóveis totalmente colapsados e 585 com danos parciais; hospitais, comércios e vias também foram afetados.
- A líder opositora María Corina Machado diz que pretende retornar ao país em breve para acompanhar a população; autoridades dos Estados Unidos teriam considerado inoportuna a volta imediata, segundo The New York Times.
O balanço oficial dos dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira elevou o número de mortes para 1.450. O dado foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, neste domingo (28). Foram registrados 3.150 feridos e 12.721 desabrigados.
Equipes de emergência seguem trabalhando ininterruptamente nas áreas afetadas, com uma “busca intensa” por sobreviventes. Rodríguez destacou que cada vida salva é resultado do esforço de milhares de pessoas mobilizadas na operação.
Os sismos tiveram magnitudes 7,2 e 7,5 e ampliaram a destruição principalmente em áreas urbanas e costeiras do norte venezuelano. Ao todo, foram registradas 512 réplicas desde o tremor principal.
Esforços de resgate e danos materiais
O balanço aponta danos em 2.501 estruturas. Dentre elas, 189 imóveis colapsaram total e 585 sofreram danos parciais. Houve impacto em 38 hospitais, 44 comércios e 1.645 outras estruturas, como pontes e estradas.
Mais de 25 mil pessoas atuam na resposta à emergência, incluindo militares, policiais, bombeiros, Proteção Civil, Cruz Vermelha e organizações civis. O país recebeu 2.624 socorristas estrangeiros, 137 cães de busca, 49 veículos de apoio e mais de 84 toneladas de insumos.
Além disso, 73.937 famílias já receberam atendimento e mais de 7,2 milhões de quilos de alimentos foram distribuídos. O regime informou que 12.049 pessoas tiveram atendimento médico e 527 feridos foram transferidos para Caracas para tratamento.
Liderança oposicionista e retorno ao país
Em meio à tragédia, a líder opositora María Corina Machado manifestou intenção de retornar à Venezuela para acompanhar a população. Em entrevista à Fox News, disse que é seu “dever” estar com o povo neste momento.
Machado afirmou que o foco é salvar vidas, consolar e ajudar as pessoas atingidas, sem indicar data para a volta. Em The New York Times, autoridades americanas indicaram frustração com o pedido de retorno, considerado inoportuno por motivos de segurança.
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