- O calor se desloca para o leste da Europa, com recordes de até 41,5°C na Alemanha e 40,6°C na República Checa.
- Na França, as temperaturas começam a cair, e o país registra cerca de mil óbitos acima do normal desde 24 de junho, em meio à onda de calor.
- A Hungria mobiliza o Exército para distribuir água; Romênia prevê alertas vermelhos a partir de segunda-feira; Moldávia restringe circulação de caminhões entre 10h e 20h.
- A União Europeia mantém gestão descentralizada, cabendo aos Estados-membros lidar com a crise; há pressão por cúpula dedicada à proteção climática.
- Estima-se que 191 milhões de europeus enfrentarão temperaturas acima de 35°C em algum momento do domingo.
Onda de calor avança para o leste da Europa, ampliando temperaturas acima de 35°C. Países como Dinamarca, República Tcheca, Alemanha, Hungria e Romênia registraram marcas recordes, enquanto a França começa a ver queda gradual dos termômetros e contabiliza mortes associadas ao calor.
Na França, o número de óbitos por calor é monitorado em meio a uma onda que persiste há 11 dias. O país registra altas acima de 40°C em várias regiões e já aponta um excesso de mortalidade próximo de mil casos desde 24 de junho.
Recordes históricos aparecem em várias nações. Dinamarca chegou a 37°C, República Tcheca marcou 40,6°C e Alemanha atingiu 41,5°C, com Kubschütz registrando 29,4°C como temperatura mínima noturna recorde. Berlim enfrenta calor com medidas emergenciais.
Em Berlim, a polícia usa canhões d’água para refresco da população, enquanto Hamburgo cancelou a meia-maratona. O Ironman de Frankfurt reduziu percursos de ciclismo e corrida para lidar com o calor extremo.
A Suíça também surpreende, com Basileia atingindo 39°C, o terceiro dia consecutivo de recordes em junho. A Hungria mobiliza o exército para distribuir água em eventos públicos para amenizar o impacto da onda de calor.
Moldávia e Romênia adotam medidas de proteção: a Moldávia proíbe veículos pesados entre 10h e 20h, de 28 de junho a 1º de julho, para reduzir a pressão nas vias. A Romênia prepara alertas vermelhos para quase todo o território a partir de segunda-feira.
A União Europeia mantém atuação descentralizada, delegando aos Estados-membros a resposta prática à crise. Bruxelas reforça a resiliência climática, com promessas de nova estrutura europeia ainda neste ano para prevenir impactos futuros.
França, embora em alerta, aponta que nem todos os departamentos seguem no vermelho. Autoridades destacam que o excesso de mortalidade está concentrado entre idosos, com aumento significativo de mortes em domicílio.
Especialistas atribuem as ondas de calor às mudanças climáticas e a padrões atmosféricos complexos, como uma possível “bolha fria” no Atlântico que influencia a trajetória da corrente de jato. O debate sobre adaptação e proteção se intensifica.
Quem acompanha as previsões afirma que a frequência e a severidade das ondas de calor devem aumentar com o aquecimento global, exigindo respostas coordenadas e eficientes entre órgãos nacionais e a UE.
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