- Mais de 1,3 mil pessoas morreram na Europa em uma semana por causa da onda de calor, com temperaturas recordes superiores a 40°C em diferentes países.
- Na França, a agência de saúde pública informou mil mortes acima do esperado, com 85% dos casos entre pessoas com 65 anos ou mais e aumento de 40% de óbitos em domicílio.
- Na Alemanha, Kubschütz registrou 29,4°C no período noturno, a maior temperatura já medida nesse horário; Möckern chegou a 41,5°C no dia anterior.
- No Reino Unido, seis pessoas morreram, principalmente em áreas de água para se refrescarem; Santon Downham atingiu 37,3°C, a mais alta em junho no país.
- A Organização Mundial de Saúde alerta que a Europa aquece mais rapidamente que a média global e recomenda planos de ação de saúde para calor.
Em uma semana, a Europa viveu uma onda de calor que já deixou cerca de 1,3 mil mortos. Alemanha, França, Itália e Reino Unido registraram temperaturas recordes, com marcas acima de 40°C em várias regiões.
Na França, a agência de saúde pública informou 1 mil mortes acima do esperado devido ao calor. O impacto atingiu principalmente pessoas acima de 65 anos, que correspondem a 85% dos casos, e houve um aumento de 40% em óbitos ocorridos em domicílios. Autoridades alertaram que efeitos sanitários devem se manifestar nos próximos dias.
Na Alemanha, o Serviço Meteorológico registrou temperaturas históricas: 29,4°C durante a noite em Kubschütz, no leste, após um recorde de 41,5°C em Möckern no dia anterior. Esses registros indicam aquecimento extremo em diferentes momentos do ciclo diário.
No Reino Unido, seis pessoas morreram nos últimos dias, com a maioria ocorrendo em áreas de banho em rios e lagos para se refrescar. Santon Downham, na região leste, atingiu 37,3°C, estabelecendo a maior temperatura de um mês de junho no país.
OMS destaca rapidez do aquecimento na Europa
A Organização Mundial de Saúde apontou que a Europa é o continente que mais rapidamente aquece, com aumento de temperatura acima da média global. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus ressaltou que o fenômeno ocorre quase anualmente e é classificado como um assassinato silencioso pelas condições de moradias e ambientes de trabalho na região.
A OMS tem incentivado países a implementar planos de ação de saúde relacionados ao calor, integrados a estratégias de proteção da saúde frente às mudanças climáticas.
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