- Equipes brasileiras, cerca de 130 agentes, atuam na Venezuela desde sexta-feira (26) para buscar sobreviventes, trabalhando com equipes internacionais; há uso de cães farejadores e especialistas da Anatel para localizar celulares sob escombros.
- A prioridade é encontrar pessoas com vida nos escombros, com ações para acessar áreas, estabilizar estruturas e realizar resgates com segurança.
- Embora as primeiras 72 horas sejam as mais importantes, já houve resgates após uma semana ou até dez dias, especialmente se houver água, espaço de sobrevivência e boa condição física.
- O Brasil instalou um hospital de campanha e presta assistência humanitária; a operação é coordenada com o governo venezuelano, a Embaixada do Brasil e o Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
- Os terremotos de magnitude 7,5 e 7,2, na noite de 24 de setembro, deixaram 1.430 mortos, mais de 3.000 feridos e cerca de 3.100 desabrigados; ONU, USGS e OIM estimam impactos maiores, com mais de 50 mil desaparecidos segundo OCHA e cerca de 6,8 milhões de pessoas afetadas pela região.
A missão brasileira na Venezuela atua na busca por sobreviventes dos terremotos ocorridos na madrugada de quarta-feira. O objetivo imediato é localizar pessoas com vida entre escombros, com apoio de equipes internacionais, cães farejadores e especialistas da Anatel, que ajudam na localização de celulares.
O contingente brasileiro reúne cerca de 130 agentes. Eles chegam à Venezuela na sexta-feira, 26, e trabalham em conjunto com outros países para definir áreas prioritárias de busca. A operação é coordenada com o governo venezuelano, a embaixada do Brasil e o OCHA.
A prioridade é salvar vidas nas primeiras horas. Autoridades dizem que as 72 horas iniciais são cruciais, mas há relatos de resgates ocorridos dias após o desastre, desde que haja condições adequadas de acesso à água e suporte físico para os sobreviventes.
Desdobramentos da operação
Além das buscas, o Brasil instalou um hospital de campanha para atender vítimas, especialmente após o colapso de unidades de saúde. Também há atuação humanitária em outras frentes, conforme o planejamento conjunto.
Armin Braun, chefe da missão, afirmou que a resposta ocorrerá em etapas. Em seguida à busca e salvamento, os trabalhos seguem para atendimento às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução das áreas afetadas.
O balanço oficial mais recente, divulgado no sábado, aponta 1.430 mortes, mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados. Outras estimativas internacionais indicam potencial aumento no número de vítimas devido à magnitude dos abalos e à densidade populacional.
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