- Equipes de resgate operam no quinto dia após os terremotos duplos que devastaram a Venezuela, com ao menos 1.450 mortes e cerca de 50 mil desaparecidos segundo a ONU.
- Mesmo com as chances de encontrar sobreviventes diminuindo a cada hora, foram salvas 33 pessoas no domingo.
- La Guaira, região mais atingida, recebeu missões internacionais; mais de 770 edifícios desabaram total ou parcialmente.
- O governo mantém operações com apoio de milhares de militares e policiais; houve relatos de saques e restrições de acesso em parte do estado.
- A ONU estima que até 6,8 milhões de pessoas foram afetadas; tremores secundários continuam, mantendo o risco de novos danos.
Equipes de resgate intensificaram a busca por sobreviventes na Venezuela, no quinto dia após terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 devastarem cidades e deixarem ao menos 1.450 mortos. As operações seguem em La Guaira, próximo a Caracas, e em áreas afetadas, com dezenas de milhares de pessoas ainda sem moradia.
Ao menos 33 pessoas foram resgatadas com vida no final de semana, segundo o governo. As primeiras 72 horas após desastres costumam definir a janela crítica para encontrar sobreviventes, ainda mais quando as buscas se estendem para além desse período.
As condições exigem trabalho manual sob calor intenso, dificultando o deslocamento por escombros. O cheiro de decomposição se torna mais intenso à medida que as equipes avançam, mas há relatos de novos achados entre blocos de concreto.
La Guaira recebe missões internacionais de resgate, com apoio de equipes dos Estados Unidos, França e Venezuela. O governo enviou mais de 14 mil militares e policiais para manter a segurança e facilitar o acesso às áreas atingidas.
Em meio a operações, episódios de saques foram relatados na região, com farmácias e supermercados sendo reassentados por moradores. A presidente interina Delcy Rodríguez informou que não haverá suspensão das buscas e que comissões avaliam danos às moradias para orientar o retorno das famílias.
O terremoto também afetou milhões de habitantes da Venezuela, com a ONU estimando danos materiais em 6,7 bilhões de dólares. A instabilidade econômica persiste, e o deslocamento da população deve se manter como tema de prioridade humanitária nos próximos dias.
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