- Desde 7 de outubro de 2023, 235 crianças palestinas foram mortas pela força israelense no West Bank, sem qualquer indiciamento; há mais cinco mortes associadas a colonos.
- Mohammad al-Halaq, de nove anos, morreu após ser baleado na pelve durante uma ofensiva de soldados israelenses em ar-Rihiya, perto de Hebrom, em 16 de outubro do ano passado.
- Casos citados pelos levantamentos incluem Rimas Amuri, de 13 anos, em Jenin, e Layla al-Khatib, de 2 anos, mortas em incidentes separados envolvendo militares; famílias relatam falta de respostas oficiais.
- Organizações de direitos humanos afirmam que há impunidade e que crianças são alvo deliberado em alguns casos; autoridades israelenses dizem que investigações são feitas e que combatem o terrorismo conforme a lei.
- A comissão de inquérito da ONU aponta possíveis crimes contra crianças palestinas, incluindo genocídio em Gaza e crimes de guerra na West Bank, segundo relatos citados pela matéria.
O exército israelense informou ter matado 235 menores palestinos na Cisjordânia desde 7 de outubro de 2023, sem indictments, segundo organizações de direitos humanos que chamam o fato de licença para matar. O conflito começou com o ataque a Israel que deixou cerca de 1.200 mortes, incluindo muitos civis.
Na comunidade de ar-Rihiya, ao sul de Hebron, Mohammad al-Halaq, de 9 anos, morreu após ser baleado no quadril por um soldado durante um confronto perto de uma escola. Ele voltava para casa após uma atividade escolar, segundo relatos da família.
A família de Mohammad confirmou que ele estava animado com uma nova mochila de proteção infantil, recebida na escola com o logotipo da Unicef. A mãe, Aliyah, descreveu o garoto como cheio de energia e curiosidade.
O incidente ocorreu por volta das 16h do dia 16 de outubro. Um par de fuzis do exército se aproximou em dois Jeeps, provocando a dispersão dos alunos. Vídeos mostram o momento em que um soldado dispara, levando Mohammad a cair no local.
Além de Mohammad, várias outras crianças faleceram na Cisjordânia desde outubro de 2023, em cenários que vão desde confrontos até operações militares. Organizações como B’Tselem destacam que o padrão tem sido de impunidade.
Yuli Novak, diretora executiva da B’Tselem, afirma que a política israelense permite a morte de palestinos sem responsabilização. A ONG divulgou o relatório Unshielded Childhood, que analisa 54 mortes de menores em 2025, no mínimo.
A Defesa israelense sustenta que não há alvo direto de civis desinteressados e que qualquer dano é analisado. Segundo o porta-voz, as forças agem para neutralizar terrorismo e cumprirem a lei.
Em Jenin, a garota Rimas Amuri, de 13 anos, foi baleada na frente de casa em fevereiro. A família afirma que não houve aviso prévio e que a jovem foi atingida pelas costas, levantando dúvidas sobre a resposta das tropas.
Layla al-Khatib, de 2 anos, morreu em janeiro, quando a sua mãe, Taymaa, estava no colo. O pai, Bassam, conta que a família estava em casa quando houve incursão de soldados que cercaram o prédio próximo.
O IDF informou que os casos de al-Halaq, Amuri e al-Khatib estão sob investigação da Polícia Militar. As investigações devem ser encaminhadas ao Ministério Público Militar para análise final.
Entidades independentes e comissões da ONU destacaram graves violações. Um comitê internacional citou possíveis crimes de guerra em Gaza e na Cisjordânia, incluindo ataques deliberados contra crianças. As autoridades israelenses rejeitam as acusações como incompatíveis com os fatos.
Fontes: Guardian, Haaretz, B’Tselem, Yesh Din, comissões da ONU.
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