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Argentina irá zerar imposto de exportação para veículos e produtos industriais

Medida faz parte de um plano de desoneração que será concluído em junho de 2027

Casa Rosada, sede do governo argentino, em Buenos Aires
Fachada da Casa Rosada, sede do Poder Executivo argentino, em Buenos Aires

O Governo Nacional da Argentina anunciou a eliminação gradual dos Direitos de Exportação (DEX) sobre produtos industriais. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta quarta-feira (1°). Atualmente, a maioria desses produtos paga entre 3% e 4,5% de alíquota. A redução será progressiva, começando em julho deste ano. A eliminação total dos impostos está prevista […]

O Governo Nacional da Argentina anunciou a eliminação gradual dos Direitos de Exportação (DEX) sobre produtos industriais. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta quarta-feira (1°). Atualmente, a maioria desses produtos paga entre 3% e 4,5% de alíquota.

A redução será progressiva, começando em julho deste ano. A eliminação total dos impostos está prevista para junho de 2027. Segundo o governo, a medida busca aliviar a carga fiscal e melhorar a competitividade da indústria e do setor produtivo.

Entre os setores beneficiados estão produtos químicos, além de aço, alumínio, cobre, zinco, estanho e outros metais industriais, que já tiveram a alíquota zerada. Também haverá um corte progressivo para petroquímicos como benzeno, tolueno e metanol, plásticos como polietileno e PVC, fertilizantes, borracha, abrasivos e parte da cadeia automotiva, incluindo carros, caminhões e ônibus.

Essa decisão dá continuidade a um processo iniciado em 2025. Naquele ano, um decreto eliminou retenções para 88% dos produtos industriais, beneficiando mais de 4.400 itens e cerca de 40% das empresas exportadoras do país, a maioria pequenas e médias.

O governo também já havia eliminado, em janeiro de 2025, impostos de exportação sobre atividades agroindustriais regionais, como as cadeias têxtil algodoeira, de papel, papelão, alimentos e bebidas, além de reduzir retenções sobre os principais produtos agropecuários.

Para o governo argentino, a redução das retenções representa um passo a mais na integração do país ao comércio internacional. A medida chega em um momento em que o acordo entre Mercosul e União Europeia começa a valer, além de existirem negociações avançadas com países da EFTA, como Noruega, Finlândia e Suíça.

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