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Justiça italiana anula julgamento e adia extradição de Zambelli

Instância máxima do Judiciário italiano encontrou falhas no julgamento e determinou novo julgamento; ex-deputada segue foragida

Carla Zambelli
Ex-deputada federal é alvo de novo pedido de extradição após decisão da Justiça italiana

A Justiça italiana anulou o julgamento que mandava extraditar Carla Zambelli (PL) ao Brasil e determinou que o caso seja julgado novamente. A decisão foi tomada pela Corte de Cassação, a mais alta instância do Judiciário italiano, nesta quarta-feira (1º). A ex-deputada segue foragida da Justiça brasileira. Fábio Pagnozzi, advogado de Zambelli no Brasil, explicou […]

A Justiça italiana anulou o julgamento que mandava extraditar Carla Zambelli (PL) ao Brasil e determinou que o caso seja julgado novamente. A decisão foi tomada pela Corte de Cassação, a mais alta instância do Judiciário italiano, nesta quarta-feira (1º). A ex-deputada segue foragida da Justiça brasileira.

Fábio Pagnozzi, advogado de Zambelli no Brasil, explicou que a Corte identificou “vícios” no julgamento feito pelo Tribunal de Roma e determinou que o caso seja analisado por outra turma. Para ele, a decisão é “uma vitória para a defesa”.

Zambelli havia sido condenada à extradição pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Roma e recorreu à Corte de Cassação. Antes disso, a Corte já tinha negado um primeiro pedido de extradição, ligado à condenação dela por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

Nesta quarta-feira, a Corte de Cassação analisou o pedido de extradição ligado a outro crime da ex-parlamentar, que levou à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Zambelli foi condenada por perseguir, com uma arma de fogo, o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de 2022. A perseguição começou após ex-deputada e Luan trocarem provocações.

Por ter dupla cidadania, a ex-deputada fugiu do Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do CNJ, usado para emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Ela foi presa em Roma em julho do ano passado, e na semana passada a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu novamente sua extradição. As informações são da Agência Brasil.

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