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Sanção a brasileiros, primeira medida de Trump após PCC e CV serem terroristas

Primeira medida dos EUA após classificar PCC e CV como terroristas bloqueia bens de brasileiros e empresas, ampliando controles financeiros

Presidente Donald Trump.
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  • Os Estados Unidos classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, decisão assinada pelo secretário de Estado no início deste mês.
  • A medida autoriza, sem aviso, o bloqueio de bens e de fundos dessas organizações nos EUA, conforme publicação no Diário Oficial.
  • Forças sancionadas atingem dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal, com bens bloqueados e proibição de transações com cidadãos e empresas americanas.
  • Entre os alvos está Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como líder do núcleo paulista e elo com traficantes na Flórida; teria lavado mais de US$ 30 milhões usando criptomoedas.
  • Também foi sancionada Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira; as empresas listadas são Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia, Pixwave Soluções de Pagamentos, Wave Construções Inteligentes e Avenidas Flutuantes Unipessoal (Portugal).

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira, 1º, dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com as facções PCC e CV, classificadas como terroristas. A medida autoriza o bloqueio de bens e de fundos pertencentes a essas organizações nos EUA, sem aviso prévio.

A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, no início do mês, após ele ter informado a classificação das facções em 28 de maio. O governo americano afirma que PCC e CV são grupos estrangeiros que cometeram ou podem cometer atos de terrorismo que ameaçam a segurança de cidadãos norte-americanos e os interesses dos EUA.

Entre os sancionados, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) aponta Victor Henrique de Oliveira Shimada como líder do núcleo paulista da rede, atuante como elo entre operadores no Brasil e traficantes na Flórida. Segundo o Tesouro, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões usando criptomoedas para transferir recursos ao Brasil.

Também consta na lista Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada. A nota oficial não cita defesas, mas a imprensa busca contato com os representados.

As entidades atingidas incluem as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia; Pixwave Soluções de Pagamentos; Wave Construções Inteligentes; e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal. Com a designação, todos os bens sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados e cidadãos ou empresas americanas ficam proibidos de realizar transações com eles.

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