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Funeral de Ali Khamenei começa no Irã quatro meses após morte em ataque

Funeral do aiatolá Ali Khamenei começa em Teerã, quatro meses após a morte em ataque de EUA e Israel, com mobilização para mostrar apoio à República Islâmica

Caixão de Ali Khamenei em cerimônia fúnebre no Irã, em 2 de julho de 2026 — Foto: Mehr News
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  • O funeral do aiatolá Ali Khamenei começou nesta quinta-feira em Teerã, quatro meses após a morte dele no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, atingido por ataque de EUA e Israel.
  • A imprensa estatal mostrou a chegada do caixão a um salão religioso xiita, na área da Husseiniya do Imã Khomeini.
  • Segundo o porta-voz do comitê responsável, o evento reuniu familiares de mortos na Guerra Irã-Iraque, além de integrantes do gabinete e da Guarda Revolucionária.
  • O regime prepara dias de cerimônias com grandes procissões em cidades como Qom e Mashhad, além de homenagens no Iraque, para mostrar força e apoio à República Islâmica.
  • A sucessão de Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, deve marcar o momento, mas analistas dizem que o apoio popular pode estar enfraquecendo diante de sanções e críticas à repressão.

O funeral do aiatolá Ali Khamenei teve início nesta quinta-feira, 2 de julho, em Teerã, no Irã. A cerimônia ocorreu quatro meses após a morte do líder supremo em decorrência de um ataque de Israel e dos Estados Unidos. O evento foi anunciado pela imprensa estatal iraniana.

Imagens exibidas por agências de notícias mostraram o caixão chegando a um salão religioso xiita próximo à Husseiniya do Imã Khomeini. A primeira cerimônia, segundo a Mehr News, reuniu familiares de mortos na Guerra Irã-Iraque, membros do gabinete e da Guarda Revolucionária, após as orações do pôr do sol e da noite.

Segundo o porta-voz do comitê funerário, Eiman Atarzadeh, o rito ocorreu em recinto fechado antes de grandes procissões previstas em cidades como Qom e Mashhad e homenagens no Iraque. O objetivo oficial é demonstrar apoio à República Islâmica.

Analistas destacam que a mobilização busca transmitir coesão diante da pressão internacional e interna, após anos de sanções e crise econômica. O governo planeja transporte, hospedagem e alimentação para milhões de apoiadores.

O falecimento de Khamenei deixou Mojtaba Khamenei como possível sucessor, mas ele não aparece em público desde o início da guerra. A família e o clero trabalham para manter a imagem de estabilidade do regime diante da continuidade do conflito.

Relatos de Teerã indicam clima de tensão e silêncio nas primeiras horas da guerra. Moradores comentam que parte da população está afastando-se temporariamente da capital. Em tempos históricos, o cortejo de Khomeini mobilizou multidões; hoje, a expectativa é diferente.

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