A Guerra na Ucrânia já é o conflito mais letal enfrentado por uma grande potência desde a Segunda Guerra Mundial, segundo dados compilados pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS). As baixas combinadas de russos e ucranianos já ultrapassam 2 milhões de pessoas desde o início da invasão em larga escala, que ocorreu em […]
A Guerra na Ucrânia já é o conflito mais letal enfrentado por uma grande potência desde a Segunda Guerra Mundial, segundo dados compilados pelo Center for Strategic and International Studies (CSIS). As baixas combinadas de russos e ucranianos já ultrapassam 2 milhões de pessoas desde o início da invasão em larga escala, que ocorreu em fevereiro de 2022.
O cenário é mais grave do lado russo. Estima-se que as forças da Rússia tenham sofrido cerca de 1,4 milhão de baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos, e entre 400 mil e 450 mil mortes em combate até junho de 2026. O estudo aponta que nenhuma grande potência sofreu perdas nessa magnitude em qualquer guerra desde 1945.
Segundo o levantamento, as mortes russas na Ucrânia superam em mais de nove vezes o total registrado pela União Soviética e pela própria Rússia em todas as guerras travadas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, incluindo o Afeganistão e as duas guerras da Chechênia.
O ritmo das perdas também preocupa Moscou do ponto de vista militar. Em 2026, a taxa mensal de baixas russas, que está entre 30 mil e 34 mil por mês, passou a superar o ritmo de recrutamento de novos soldados, estimado em cerca de 27 mil por mês, o que ameaça a capacidade de reposição de tropas no front.
Apesar do alto custo humano, o avanço territorial russo praticamente estagnou. Segundo a CSIS, a Rússia perdeu mais território do que conquistou em abril e maio de 2026, a primeira vez, desde agosto de 2024, que o país registrou retração territorial em vez de avanço. O resultado foi uma perda líquida de cerca de 400 km².
Mesmo diante de perdas humanas sem precedentes recentes, Vladimir Putin não deu sinais públicos de recuar da guerra, segundo o estudo. Para os pesquisadores, a manutenção da pressão militar e econômica sobre Moscou é o caminho mais provável para forçar um acordo de paz ou um cessar-fogo.
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