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Suplementos de foco extremo ganham espaço nos escritórios com alertas de risco

Especialistas alertam para efeitos adversos e evidência fraca de nootrópicos, enquanto foco extremo não substitui sono, treino e alimentação

Uso indiscriminado de nootrópicos preocupa especialistas. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Suplementos de “foco extremo” (nootrópicos) ganharam espaço em escritórios e redes sociais, prometendo maior concentração, memória e desempenho mental.
  • Ingredientes comuns incluem cafeína, L-teanina, ginseng, Bacopa monnieri, Ginkgo biloba, Citicolina e cogumelo juba-de-leão, com níveis de evidência variáveis.
  • Riscos potenciais envolvem insônia, ansiedade, palpitações, dor de cabeça, aumento da pressão arterial e interações com medicamentos, especialmente em doses elevadas ou uso diário sem orientação.
  • A eficácia em pessoas saudáveis é, em muitos casos, limitada ou inconsistente, segundo revisões científicas, com preocupações sobre uso indiscriminado e segurança a longo prazo.
  • Especialistas ressaltam que hábitos como sono de sete a nove horas, prática regular de atividade física, manejo do estresse e alimentação equilibrada costumam ter impacto maior na concentração do que suplementos.

O mercado de suplementos para foco extremo ganhou impulso com a pressão por mais produtividade no trabalho e nas redes sociais. Chamadose de nootrópicos, esses produtos prometem melhorar concentração, memória e desempenho mental, mesmo para quem não tem doença neurológica. A publicidade atraente contrasta com a ciência ainda incerta sobre eficácia e segurança.

Especialistas apontam que muitos suplementos combinam várias substâncias em fórmulas complexas. Embora alguns ingredientes sejam estudados há anos, nem todas as combinações foram suficientemente avaliadas em pessoas saudáveis. Assim, benefícios anunciados nem sempre correspondem às evidências disponíveis.

Entre os componentes comumente usados estão cafeína, L-teanina, ginseng, Bacopa monnieri, Ginkgo biloba, Citicolina e cogumelo juba-de-leão. A evidência varia conforme o ingrediente, e a pesquisa sobre a eficácia dessas combinações é limitada.

Atenção aos efeitos adversos pode ocorrer com doses elevadas ou uso contínuo. Possíveis consequências incluem insônia, ansiedade, palpitações, dor de cabeça, pressão arterial elevada e interferências com outros medicamentos. A resposta é individual e nem sempre previsível.

Ciência e evidências

Uma revisão narrativa publicada na revista Biology em 11 de setembro de 2025 avaliou o uso de nootrópicos por pessoas saudáveis. Os autores, liderados por Fabrizio Schifano, concluíram que a eficácia de muitos produtos permanece limitada ou inconsistente. Há preocupações sobre uso indiscriminado, riscos à saúde e falta de dados de segurança a longo prazo.

Recomendações práticas

Embora haja interesse pelo tema, popularidade não equivale a eficácia comprovada. O cérebro depende de fatores biológicos, comportamentais e ambientais. Dormir de seven a nine horas, praticar atividade física e manter alimentação equilibrada costumam ter impacto mais relevante na concentração. Em caso de dificuldade persistente de atenção, a avaliação profissional é a estratégia mais adequada.

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