- Promotores afirmam que a lavagem de dinheiro do tráfico nos Estados Unidos ocorreu por meio de depósitos em contas abertas em pelo menos 12 cidades, com intermediários em Orlando.
- Entre os réus estão Tadeu Sebastiiane Alves Barbosa, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira; Barbosa confessou ter recebido dinheiro em espécie e o esquema teria total de cerca de US$ 30 milhões.
- Seis acusados já se declararam culpados; a última admissão ocorreu em 23 de junho, e uma audiência de julgamento está marcada para 20 de agosto.
- A denúncia não cita o PCC nos documentos acessados pela Folha; as sanções americanas foram embasadas em ordens executivas contra drogas e organizações consideradas terroristas, com Shimada descrito como elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais.
- A defesa de Shimada nega envolvimento com organizações criminosas e afirma que só poderá comentar o caso após acesso aos autos nos Estados Unidos; não há identificação de representantes de Stella Oliveira e Tadeu Barbosa.
A acusação federal dos Estados Unidos aponta que uma operação de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas utilizou contas abertas em 12 cidades americanas. O esquema teve intermediary-type players que moviam recursos em espécie para depósitos bancários coordenados. A investigação envolve seis acusados e um cidadão americano, com o objetivo de encobrir a origem ilícita dos valores.
Entre os réus, destacam-se Tadeu Sebastiane Alves Barbosa, 30, que confirmo ter recebido dinheiro em espécie para repassar a terceiros. Victor Henrique de Oliveira Shimada, 41, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, 34, aparecem como principais acusados no processo, segundo documentos da Justiça. A denúncia indica que cinco brasileiros morando irregularmente em Orlando atuavam como intermediários, além de um cidadão dos EUA.
O que aconteceu, onde e quando
A ação ocorreu nos EUA, com menções a cidades como Miami e Pensacola, na Flórida; Rochester, Nova York; Chicago, Illinois; Cleveland, Ohio; Atlanta, Geórgia; Minneapolis, Minnesota; Los Angeles, Califórnia; Denver, Colorado; Seattle, Washington; Houston, Texas e Kansas City, Kansas. O montante estimado do esquema é de cerca de US$ 30 milhões, com pagamentos em espécie e depósitos ligados a contas em múltiplas regiões.
Quem está envolvido e por quê
Segundo a acusação, Shimada e Stella, conhecidos por apelidos Japa e Lara Croft, facilitaram a circulação de recursos, supostamente provenientes de atividades ilícitas. A denúncia sustenta que o responsável pelo tráfico de drogas seria Manuel Garcia-Urrea, de nacionalidade mexicana. As provas incluem mensagens de WhatsApp, registros bancários e depoimentos de testemunhas.
Ponto sobre o PCC e desdobramentos
A imprensa destacou a relação com o PCC, mas os documentos consultados pela Folha não mencionam o grupo no papel da acusação. A sanção do governo americano foi criada com base em ordens executivas que visam combater organizações criminosas e o tráfico de drogas, apontando Shimada como elo entre operadores no estado da Flórida e traficantes internacionais.
Admissões de culpa e próximos passos
A promotoria informou que houve a confissão de seis acusados, com a última admissão realizada em 23 de junho. Cinco condenações formais já haviam sido aceitas pelo tribunal no início de junho. A defesa de Shimada afirma ainda não ter acesso aos autos no país e nega qualquer ligação com organizações criminosas, ressaltando a presunção de inocência. A audiência de julgamento está marcada para 20 de agosto.
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