- Autoridades do ICE detiveram mais de 10 mil pessoas nos últimos cinco dias, em meio a uma campanha para aumentar as prisões.
- A direção do ICE orientou concentrar esforços na captura de imigrantes sujeitos a deportação, mirando cerca de 2 mil prisões por dia.
- As prisões ocorreram em pontos de controle, abordagens de trânsito e ruas, sem as grandes operações urbanas de anos anteriores.
- Até terça-feira, 30 de junho, havia mais de 63 mil imigrantes sob custódia da agência, segundo documentos internos.
- A medida gerou apreensão entre comunidades imigrantes e defensores, em um contexto de endurecimento da política de imigração.
Dois a cada cinco dias, autoridades federais de imigração dos Estados Unidos detiveram mais de 10 mil pessoas, em um novo impulso da política do ICE para aumentar as prisões. A ação é resultado de instruções internas para intensificar a captura de imigrantes com objetivo de deportação.
Segundo documentos obtidos pelo The New York Times e entrevistas com autoridades, líderes do ICE pediram que altos funcionários concentrassem os esforços na prisão de pessoas com chances de deportação. As prisões ocorreram em pontos de controle, em operações de trânsito e nas ruas.
A medida representa um acoplamento de recursos a uma campanha discreta, sem as grandes operações de visibilidade do ano anterior. Em geral, a avaliação interna indica que o ritmo de prisões pode ter se estabilizado em algo próximo de 2 mil detenções diárias.
Detalhes da operação e sinais de agenda sonora
Fontes afirmam que a Casa Branca tinha interesse em elevar o número de prisões, com metas internas mencionadas de 2 mil detenções diárias. O objetivo, segundo documentos, é ampliar o volume de ações de fiscalização sem o uso de grandes operações públicas.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, prometeu uma fiscalização mais discreta após questionamentos sobre uma grande operação ocorrida em Minnesota, que resultou na morte de dois cidadãos americanos. A mensagem interna indica preparação para atuar de forma mais constante, sete dias por semana.
Impacto e contexto político
A escalada ocorre em meio a debates sobre deportações em massa e o apoio de parte da base conservadora ao endurecimento da imigração. A Suprema Corte ampliou o poder do presidente para definir políticas federais de imigração, após decisões recentes envolvendo proteções de status de proteção temporária.
O porta-voz do Departamento de Segurança Interna afirmou que a política busca localizar e deportar imigrantes que entrem ilegalmente no país, sem detalhar cronogramas ou cidades específicas. O discurso reforçou a linha de endurecimento vigente na administração.
Casos e desdobramentos locais
Ao longo dos últimos dias, relatos indicam aumento das fiscalizações em várias regiões. Em Texas, a irmã Letty Ugboaja, freira nigeriana e enfermeira, foi detida no trajeto para uma igreja, mas liberada no domingo. Segundo fontes locais, a prisão gerou choque e preocupação entre a comunidade.
Letty e outras pessoas detidas passaram por avaliação de risco, com familiares relatando traumas entre os dependentes. Em alguns casos, advogados e defensores dos direitos dos imigrantes antecipam novas ações judiciais para contestar detenções.
Perspectivas futuras
Especialistas indicam que o ritmo de prisões pode depender de instruções administrativas e de avaliação de capacidade operacional. A administração tem adotado uma postura de maior presença institucional, com orçamentos ampliados para aumentar a fiscalização.
As autoridades enfatizam que as operações têm como foco pessoas com perspectivas de deportação, sem prever detalhes de cronogramas ou destinos de detenção. A situação permanece em observação, com impactos diretos em comunidades migrantes ao redor do país.
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