- Os presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Donald Trump, dos Estados Unidos, conversaram por telefone na sexta-feira; segundo o governo colombiano, Trump elogiou Petro e prometeu fazer o possível para retirar o nome dele da lista de sanções da Administração de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
- A nota aborda a atuação da Colômbia na erradicação voluntária de cultivos de coca e a transição de governo, com Abelardo de la Espriella assumindo a presidência em agosto.
- Em outubro, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) impôs sanções a Petro, à esposa Veronica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho e ao ministro do Interior, Armando Benedetti.
- Petro pediu cordialmente a Trump que apoiasse a remoção da lista da OFAC; Trump disse que “fará o possível” e se comprometeu a conversar com a administração entrante para promover entendimento entre governo e oposição na Colômbia.
- O telefonema ocorre em meio a tensões anteriores, incluindo críticas de Petro à operação dos EUA que prendeu Nicolás Maduro; o The New York Times informou, em março, que Petro estaria sob duas investigações nos EUA por suposto envolvimento com narcotraficantes.
Nesta sexta-feira (3), a Colômbia informou que o presidente Gustavo Petro ligou para o presidente dos EUA, Donald Trump, e que o mandatário americano elogiou Petro e se comprometeu a fazer o possível para retirar seu nome da lista de sanções de Washington. A conversa aconteceu por telefone e teve como foco a relação entre os dois governos e a situação de sanções.
Petro teria solicitado a remoção da lista da OFAC, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA, afirmando que não houve fundamentos para mantê-lo entre os seus alvos. Em resposta, Trump afirmou que trabalhará para viabilizar a remoção e sugeriu que conversaria com a próxima administração para facilitar um entendimento entre governo e oposição na Colômbia.
O comunicado colombiano também informou sobre a transição de governo no país: Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição contra o candidato aliado a Petro, Iván Cepeda, assumirá o posto em agosto. A nota destacou ainda a expectativa de manter diálogo entre as autoridades dos dois países durante esse período de mudança.
Sanções e tensões em pauta
Em outubro do ano passado, a OFAC impôs sanções ao presidente colombiano, à esposa, Veronica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho e a Armando Benedetti, então ministro do Interior, sob a alegação de favorecer o funcionamento de cartéis de drogas. A nota oficial não detalhou novos avanços, apenas apontou o pedido de Petro.
Histórico de atritos entre Washington e Bogotá
As relações já haviam passado por tensões após críticas de Petro à operação norte-americana que resultou na captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro. Trump chegou a sugerir ações similares na Colômbia, mas, em encontro em fevereiro, ambas as partes anunciaram cooperação no combate ao narcotráfico, apaziguando ânimos na época.
Desdobramentos posteriores
O The New York Times informou, em março, que Petro passou a ser alvo de investigações nos EUA por suposto envolvimento com narcotraficantes locais. Em meio a esse episódio, Trump manifestou apoio à campanha de Abelardo de la Espriella, o que gerou críticas de Petro pela suposta interferência externa.
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