- Brasil enviou mais de cem profissionais para ajudar nos resgates na Venezuela, incluindo bombeiros, fuzileiros navais, equipes de saúde, engenheiros da defesa civil e técnicos da Anatel, além de cães de busca.
- O país montou um hospital de campanha em La Guaira, com seis leitos de internação, duas vagas de terapia intensiva e atendimento diário das sete às dezoito, com plantão 24 horas.
- As buscas permanecem prioritárias entre escombros; houve resgates de sobreviventes potencialmente encontrados após sinais de cães farejadores, e também foram confirmadas mortes de dois homens e quatro mulheres.
- Técnicos da Anatel ajudam na localização de sinais de celulares sob os escombros, usando estações móveis de satélite e equipamentos de varredura de radiofrequência.
- A missão tem planejamento inicial de quinze a trinta dias, com possibilidade de prorrogação, baseada na experiência brasileira em operações de busca e salvamento em desastres.
As equipes brasileiras atuam na Venezuela para apoiar as operações de resgate após os terremotos que atingiram o país. Mais de 100 profissionais foram enviados pelo governo federal, incluindo bombeiros, fuzileiros navais, médicos, engenheiros da Defesa Civil e técnicos da Anatel. Montaram ainda um hospital de campanha e geradores solares em La Guaira, cidade que sofreu com os estragos.
A missão envolve também cães de busca e equipamentos para resgate em estruturas colapsadas. A equipe trabalha junto a voluntários locais e equipes internacionais para definir áreas prioritárias e atender às vítimas. A infraestrutura inclui logística de abrigo para equipes e para o hospital móvel.
Na bagagem, há recursos médicos, mantimentos e telecomunicações para manter a comunicação entre equipes, diante do apagão de redes locais. Técnicos da Anatel utilizam estações móveis de satélite para localizar sinais de celulares sob os escombros.
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Como vão as buscas
A frente de resgate continua priorizando a localização de sobreviventes entre os escombros. Em La Guaira, equipes brasileiras e venezuelanas acionaram cães farejadores para indicar áreas de maior probabilidade de vítima. Houve avanço na identificação de bolsões de sobrevivência após a primeira noite de trabalho.
Entre as informações, quatro pessoas foram encontradas mortas sob os escombros pela operação brasileira. Na madrugada, cães indicaram possíveis sobreviventes em um edifício, levando as equipes a intensificar as buscas por várias horas.
A operação já soma quase 24 horas de atuação ininterrupta, com cautela para evitar novos desabamentos. A explosão de danos estruturais exige movimentos controlados para preservar possíveis sobreviventes.
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Atendimento à população
A equipe brasileira instalou um hospital de campanha em La Guaira, gerido pela Marinha. A estrutura dispõe de seis leitos de internação com até 48 horas de monitoramento, além de dois leitos de terapia intensiva. Dois leitos de curta permanência também estão disponíveis.
O atendimento funciona diariamente das 7h às 18h, com plantão 24 horas para emergências. O hospital possui equipamentos de anestesia, monitores e respiradores, além de uma farmácia com medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde.
Desde o dia 29 de junho, dezenas de pacientes foram atendidos. Entre os casos, há traumas leves, infecções e necessidades de medicação contínua. Profissionais destacam aumento de diarreia em pacientes com água potável indisponível e higiene precária.
A diretora da Unidade Médica Expedicionária da Marinha explica que o quadro de doenças tende a evoluir com o tempo, com risco de aumento de infecções e vetores. A força-tarefa planeja manter a atuação entre 15 a 30 dias, com possibilidade de prorrogação conforme necessidade.
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A bagagem técnica do Brasil
O Brasil se consolidou como referência em busca e salvamento urbano, mesmo sem histórico expressivo de terremotos em território nacional. O treinamento contínuo e a participação em missões internacionais ajudam a orientar operações como a na Venezuela.
Histórico de atuação inclui Haiti (2010), Chile (hospital de campanha) e outras respostas a desastres. Profissionais destacam que desastres diferentes compartilham padrões de busca, atendimento e necessidade de organização rápida para evitar proliferação de doenças.
Porta-voz da Defesa Civil de São Paulo ressalta que a experiência brasileira em gestão de crises é identificável em ocorrências como a da Venezuela. A missão no país vizinho envolve cooperação entre várias esferas do governo e apoio técnico.
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