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EUA celebram 250 anos de Independência com programação marcada por polêmicas

Comemorações dos 250 anos de independência dos EUA são fragmentadas, com Trump em Washington, evento cultural em Los Angeles e fogos de artifício recordes

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, durante evento que marca os 250 anos das Forças Armadas americanas na Estação Aérea Naval de Oceana, em Virginia Beach, Virgínia, em 1º de julho de 2026.
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  • Nos Estados Unidos, há duas celebrações nacionais distintas: em Washington, o presidente Donald Trump participa de evento no National Mall; em Los Angeles, um comitê promove shows com artistas variados, destacando diversidade cultural.
  • A queima de fogos em Washington terá duração de cerca de quarenta minutos, com mais de oitocentos e sessenta mil estalos, buscando superar um recorde mundial.
  • Nova York terá o tradicional show da Macy’s com lançamento de fogos a partir da Ponte do Brooklyn e do East River, enquanto Times Square terá a bola que descerá oito vezes ao longo de quase vinte e quatro horas.
  • Em Filadélfia, será enterrada uma cápsula do tempo com contribuições dos cinquenta estados, que ficará lacrada por duzentos e cinquenta anos e só será aberta em dois mil setecentos e noventa e seis.
  • A organização das comemorações sofreu críticas por politização, com desistências de artistas após ligações com grupos ligados a Trump, além de controvérsias sobre a reforma do memorial Lincoln e a participação de eventos como UFC na Casa Branca.

Estados Unidos celebram 250 anos de independência com programação fragmentada por controvérsias. Em 4 de julho, desfiles, shows e queima de fogos marcaram a data em várias cidades, em meio a críticas políticas sobre a condução das celebrações.

Washington teve dois formatos de celebração distintos. De um lado, o evento promovido por Donald Trump no National Mall, apresentando um tom mais partidário. Do outro, Los Angeles reuniu artistas diversos em uma programação culturalmente plural.

Outra mudança relevante envolve os planos originais, que previam uma cerimônia unificada. A ideia era desfiles, festivais culturais e apresentações do Smithsonian, com foco na diversidade, mas o formato acabou sendo adaptado ao longo dos meses.

Queima de fogos e atividades em várias cidades

Em Washington, o show de fogos do National Park Service deve durar cerca de 40 minutos, com mais de 860 mil dispositivos. O objetivo é superar o recorde mundial anterior, conforme orientação da imprensa local.

Nova York assinalou meio século do show da Macy’s, com lançamento de fogos a partir da Ponte do Brooklyn e das margens do East River e do Hudson. A cidade abriu uma chamada pública para ingressos em áreas específicas de visualização.

Times Square recebe uma novidade: a bola de cristal desce oito vezes ao longo de quase 24 horas para marcar os fusos horários dos EUA e territórios. O primeiro descenso ocorreu às 10h do dia 3 de julho, para chegar à meia-noite em Guam.

Nova York também planeja um desfile de veleiros históricos pelo porto, com passagem pela Estátua da Liberdade, relembrando o que ocorreu em 1976 durante o bicentenário.

Em Filadélfia, berço da independência, será colocada uma cápsula do tempo com contribuições dos 50 estados; a abertura está programada para 2276, após 250 anos de lacre.

Diversas cidades, como Milwaukee, no Wisconsin, organizaram festas de rua, desfiles e eventos comunitários para marcar o marco histórico, com participação de diferentes comunidades.

Polêmicas envolvendo a organização

A celebração ficou marcada por disputas sobre a condução política. A Great American State Fair em Washington passou a sofrer desistências de artistas após ligações com a organização Freedom 250, ligada a Trump, levando ao cancelamento de shows.

Foi anunciada a realização de um evento do UFC nos jardins da Casa Branca, como parte das comemorações, o que gerou críticas sobre o uso de espaços públicos para ações políticas.

Outra polêmica envolveu a reforma de cerca de 14,7 milhões de dólares no espelho dágua do Memorial Lincoln, em Washington. Pintura do fundo em azul da bandeira gerou desgaste rápido e necessidade de nova drenagem, com declarações de vandalismo atribuídas pelo presidente sem provas públicas.

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