- Dois terremotos consecutivos, com magnitude superior a sete, atingiram a noite de quarta-feira 24, deixando La Guaira devastada e afetando sete estados da Venezuela.
- A cidade virou cenário de dor: necrotérios lotados, corpos deixados na calçada e famílias buscando parentes entre escombros.
- Até quinta-feira, eram contabilizados mais de dois mil mortos, cerca de dez mil feridos e cinquenta mil desaparecidos.
- País enfrenta dificuldades de resgate e suprimentos; mais de trinta nações enviaram assistência, enquanto o governo anunciou um fundo de 200 milhões de dólares com recursos do Fundo Monetário Internacional e os Estados Unidos sinalizaram ajuda de 300 milhões.
- Críticas à demora no socorro e à gestão pública, agravadas pela crise econômica, marcaram o cenário, com relatos de dificuldades para chegar aos afetados.
Nas ruas de La Guaira, perto de Caracas, a tragédia dos terremotos mudou o cenário da região. Dois tremores consecutivos, com mais de 7 de magnitude e 39 segundos de diferença, deixaram a cidade em ruínas na noite de quarta-feira (24). O abalo se expandiu para sete estados da Venezuela, ceifando milhares de vidas e deixando dezenas de milhares desabrigados.
Em La Guaira, o panorama é de devastação: prédios de até 15 andares desabaram, transformando ruas em montes de escombros. O necrotério ficou sem espaço, e cadáveres foram deixados às margens da cidade. Moradores eventualizaram a demora das equipes de resgate e a escassez de recursos.
A cidade que abriga o principal aeroporto internacional do país ficou sob pressão maior pela falta de suprimentos, energia e infraestrutura. Relatos indicam que equipes de resgate contaram com apoio internacional, porém a resposta inicial foi descrita como tardia por moradores.
Entre as redes de apoio, o saldo oficial inicial aponta para mais de 2 mil mortos e cerca de 10 mil feridos até o dia seguinte. Aproximadamente 50 mil pessoas estariam consideradas desaparecidas, segundo informações apuradas pela reportagem da VEJA.
Em Caracas e bairros como Altamira, estruturas históricas também sofreram danos. Um edifício de treze pisos desabou, e 18 pessoas foram resgatadas com vida de escombros nos primeiros dias de operação.
Personagens locais relatam histórias de resgate improvisado. Dayana Patiño, soterrada por 30 horas, foi encontrada viva ao abraçar o filho de 18 dias. Enquanto esperanças se mantém, o tempo para encontrar sobreviventes diminuiu para além das 72 horas controversas.
As falhas na resposta pública são associadas à crise econômica de longa data, ao sucateamento de serviços essenciais e à gestão governamental. A agência de resgate atuar com equipes reduzidas e sem equipamentos críticos, segundo relatos de socorristas.
O governo interino anunciou um fundo de recuperação de 200 milhões de dólares, financiado com recursos do FMI. O objetivo é financiar reconstrução e assistência, diante de uma dívida pública elevada e restrições orçamentárias.
Críticos apontam que a calamidade pode acentuar tensões políticas existentes. A oposição e analistas mencionam a dificuldade de coordenação entre autoridades locais e internacionais, em meio a um cenário de sanções e pressões externas.
Entre na conversa da comunidade