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Investigação contra dupla de brasileiros sancionada pelos EUA é alvo de operação

PF prende Stella Stefanie Nunes de Oliveira; Victor Shimada é foragido. Sanções dos EUA ligam ambos ao PCC e dificultam a apuração das operações envolvendo o grupo

Victor Henrique de Oliveira Shimada demonstrou preocupação com investigação do FBI, a polícia federal dos EUA
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  • A Polícia Federal prendeu Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e busca Victor Henrique de Oliveira Shimada na operação Exchange, ligada a suposto envolvimento com o PCC.
  • Os dois são os primeiros brasileiros sancionados pelos Estados Unidos após o PCC e o Comando Vermelho serem classificados como organizações terroristas.
  • Shimada é acusado de lavar mais de US$ 30 milhões, com empresas em São Paulo e Portugal, incluindo suposto desvio ligado a patrocínio do Corinthians pela Vaidebet.
  • A PF já o apontava como grande lavador de dinheiro, com rede que movimentava recursos por criptomoedas e operações internacionais; empresas sancionadas incluem Victory Trading, Pixwave Soluções de Pagamentos e Wave Construções Inteligentes (alem da portuguesa Avenidas Flutuantes, Lda).
  • Stella é parente de Shimada e é suspeita de auxiliar na movimentação de grandes somas em dinheiro e no apoio logístico à rede ligada ao PCC; ambas as partes tiveram bens potencialmente bloqueados pelos EUA.

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Exchange, que mira uma dupla de brasileiros sob sanções americanas. Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi presa pela PF pela manhã. Victor Henrique de Oliveira Shimada continua foragido.

Segundo as autoridades, os dois são investigados por suposto envolvimento com o PCC, Facção reconhecida pelos Estados Unidos como organização terrorista. A prisão de Stella ocorreu em território nacional, enquanto Shimada é considerado foragido.

Os EUA anunciaram sanções contra Shimada e Stella, apontando ligações com operações de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC. As medidas de bloqueio atingem ativos no exterior e proíbem transações com Washington.

Empresas ligadas e atividades acusadas

A cartada norte-americana aponta a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda como um dos negócios usados para movimentar recursos suspeitos. A firma figura em operações de 2025 envolvendo transações com desvios de recursos.

Outras empresas sancionadas pelo Tesouro dos EUA são a Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e a Wave Construções Inteligentes Ltda. Além disso, a Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, com sede em Portugal, também integra a lista.

De acordo com autoridades brasileiras, Shimada seria um elo entre traficantes internacionais e operadores do PCC instalados na Flórida, nos Estados Unidos. A operação envolve uso de criptomoedas para movimentar recursos e ocultar o patrimônio.

Envolvimento no Brasil e desdobramentos

Entre as acusações, o MPSP aponta que uma empresa de Shimada integrou uma cadeia destinada a desviar recursos de patrocínio do Corinthians, por meio de contratos com a Vaidebet. A investigação cita também possível desvio de valores de contratos do clube.

Antes da ação, a PF já o considerava ativo em esquema de lavagem de dinheiro ligado a fraudes bancárias e golpes digitais. A quadrilha seria responsável por dezenas de milhares de reais desviados de instituições financeiras.

A PF informou que Shimada aparece como operante de uma rede de lavagem com atuação transnacional, conectando recursos do tráfico com empresas vinculadas ao PCC. A menção é baseada em relatório de inteligência da Polícia Federal.

O Ofac, órgão de controle de ativos estrangeiros dos EUA, detalha o uso de empresas brasileiras para movimentação de valores e aponta que as operações contavam com empresas de Shimada para dificultar rastreamento.

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