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PF diz que sanções dos EUA prejudicaram operação contra lavagem ligada ao PCC

Andrei Rodrigues afirmou que a divulgação norte-americana antecipou a ação contra investigados por movimentar mais de R$ 10 bilhões

Andrei Rodrigues afirmou que, caso o governo norte-americano não tivesse feito a designação, o desfecho seria outro
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  • A PF disse que sanções dos EUA contra dois brasileiros prejudicaram a operação Exchange, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional.
  • As sanções, anunciadas em 1º de julho, alcançaram Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes, apontados como ligados ao Primeiro Comando da Capital.
  • A investigação foi adiantada após o alerta gerado pela ação norte-americana; segundo o diretor-geral da Polícia Federal, sem a designação, o desfecho poderia ter sido diferente.
  • A operação Exchange, deflagrada nesta sexta-feira, cumpriu treze mandados de busca e apreensão e onze de prisão temporária em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.
  • A apuração identificou movimentações acima de dez bilhões de reais, com sequestro de bens, valores e criptoativos no total de dez bilhões e quatro milhões de reais.

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (03), que sanções dos Estados Unidos contra dois brasileiros prejudicaram a Operação Exchange, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas.

Os alvos das sanções são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontados pelos EUA como ligados ao Primeiro Comando da Capital. O governo norte-americano anunciou as medidas na quarta-feira, 1º de julho.

A PF deflagrou a Operação Exchange nesta sexta-feira, com mais de 50 policiais em São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra investigados por integrar uma rede financeira usada para lavar recursos.

Segundo a investigação, o grupo movimentava dinheiro por meio de criptoativos, transporte de valores, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. As autoridades apuram movimentações superiores a R$ 10 bilhões.

A Justiça autorizou o sequestro de bens, valores e criptoativos até o limite de R$ 10,4 bilhões. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes correlatos.

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