- Os terremotos na Venezuela deixaram mais de 2.295 mortos e mais de 11 mil feridos, segundo o governo, com números não atualizados desde quarta-feira.
- A exilada e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado, pediu para retornar ao país, dizendo que isso ajudaria na transição e na união nacional diante da crise.
- Estados Unidos elogiam Delcy Rodríguez, desencorajando o retorno de Machado e sugerindo que a líder opositora buscava liderar protestos; autoridades descartaram um calendário de novas eleições.
- O governo venezuelano alega ter mobilizado milhares de agentes e 11 hospitais de campanha de outros países, além de criar um fundo para doações, para a reconstrução.
- O mandato interino de Rodríguez chega ao fim; a Assembleia Nacional pode definir próximos passos, incluindo eleições antecipadas, se o cargo ficar vacante.
Tragédias sísmicas na Venezuela viraram teste político para Delcy Rodríguez, cuja eleição interina chega ao fim. O objetivo é evitar que a crise humanitária se transforme em crise institucional, mantendo foco na recuperação e na gestão da resposta.
María Corina Machado, adversária da gestão interina, pediu neste fim de semana para retornar ao país. Em Panamá, ela afirmou que a resposta oficial expôs fragilidades e que sua presença pode ajudar na transição após a tragédia.
Segundo o governo, os terremotos já provocaram mais de 2.295 mortes e 11 mil feridos. A oposição mantém um banco de dados com mais de 36 mil desaparecidos. Machado também mobilizou voluntários para arrecadar doações.
A exilada afirmou que seu retorno poderia promover a união nacional e enfrentar a emergência. Ela contestou críticas de lentidão na ação governamental e citou a necessidade de institucionalidade para reconstituir o Estado.
EUA elogiam Rodríguez e sinalizam cautela quanto ao retorno de Machado. Washington apoiou reformas econômicas da líder interina, especialmente no setor petrolífero, sem definir calendário para eleições.
Dois funcionários norte-americanos disseram à Associated Press que a gestão Trump mostrou frustração com Machado e tentou dissuadi-la de retornar, avaliando que a volta poderia provocar protestos contra Rodríguez.
Conforme relatos, Rodríguez fechou parte do tráfego aéreo para Caracas para impedir o retorno da oposição; a defesa não apresentou provas públicas. O governo venezuelano não comentou o assunto.
Na resposta à crise, Rodríguez afirmou que críticas são parte de narrativas de propaganda, e destacou mobilização de equipes de resgate e 11 hospitais de campanha internacionais. Ela ressaltou o apoio a doações para reconstrução.
Imagens da presidente interina visitando um resgate na sexta-feira foram exibidas pela televisão estatal, mostrando o resgate de um vigilante resgatado após quase oito dias sob escombros. A operação simboliza um momento de esperança.
Mandato interino chegou ao fim nesta sexta-feira, segundo a Constituição, que permite substituição temporária por vice-presidente por até 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias com o aval da Assembleia Nacional.
A Assembleia Nacional, controlada pelo partido de Rodríguez, pode convocar eleições antecipadas caso declare o cargo definitivamente vago. Autoridades ainda não indicaram as medidas a serem adotadas.
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