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Vendedor de livros dissidente de Hong Kong, Lam Wing-kee, morre aos 70

Livreiro de Hong Kong que fugiu para Taiwan, Lam Wing-kee morre aos 70 em Taipei após luta contra câncer de pulmão

Bookseller Lam Wing-kee marches during a protest in Hong Kong to demand authorities scrap a proposed extradition bill with China. Photo: March 2019.
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  • Morreu aos 70 anos, em Taipei, vítima de câncer de pulmão.
  • Foi um dos livreiros detidos em 2015 após vender material crítico à elite política da China.
  • Fugiu para Taiwan em 2019 com receio de ser extraditado para a China.
  • Reabriu a livraria Causeway Bay Books em Taiwan, vista como símbolo de democracia.
  • O caso ampliou temores sobre a intervenção de Pequim em Hong Kong e esteve ligado aos protestos de 2019; o presidente taiwanês expressou condolências.

Lam Wing-kee, livrando-se de Hong Kong e buscando proteção em Taiwan, morreu aos 70 anos. O jornalista e livrariaista foi diagnosticado com câncer de pulmão e faleceu no Mackay Memorial Hospital, em Taipei, na noite de quinta-feira, segundo veículos da região.

Lam ficou conhecido por desenterrar livros críticos ao establishment chinês e por ter sido detido na China continental após visitas a livrarias independentes em Hong Kong em 2015. Sua prisão prolongada gerou temor sobre as liberdades em Hong Kong e alimentou o debate sobre o papel das autoridades locais.

Em 2019, diante da proposta de extradição de Hong Kong para a China, Lam fugiu para Taiwan, que viu como símbolo de democracia e liberdade. O governo taiwanês ressaltou a reabertura da Causeway Bay Books como demonstração de acolhimento a dissidentes.

Contexto

Lam foi levado a um hospital de Taipei na terça-feira e, posteriormente, entrou em coma. Seu caso ganhou notoriedade internacional ao revelar acusações de coerção e procedimentos questionáveis durante a detenção na China, conforme relatos da imprensa regional.

O bilhete político sobre a extradição gerou protestos maciços em Hong Kong em 2019, com milhares de pessoas exigindo salvaguardas para as liberdades civis. Lam voltou a operar a loja em Taiwan, mantendo um espaço de encontro para hong-kongueses que defendem a expressão.

Legado e reações

A presidente de Taiwan, Lai Ching-te, expressou pesar pela morte de Lam e enviou condolências à família. Em declarações públicas, o governo taiwanês destacou a importância de defender a liberdade de expressão e a resistência a repressões autoritárias.

Lam descreveu em entrevistas a importância de manter valores pessoais diante de pressões. Em 2019, ele afirmou que não poderia abandonar aquilo em que acreditava, destacando o papel de movimentos civis e de redes de apoio entre Hong Kong e Taiwan.

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