- Em 2009, a Interpol informou aos pais de Jean Hanlon que a filha, de 53 anos, estava desaparecida em Creta; os três irmãos viajaram para a ilha.
- O corpo de uma mulher na casa dos 30 anos foi encontrado na água em Heraklion; os irmãos reconheceram as roupas de Jean, mantendo a esperança.
- A investigação grega teve idas e vindas, com duas pessoas falsamente acusadas, e o caso foi reaberto várias vezes.
- Após dezoito anos de buscas, um júri misto condenou o suspeito por assassinato; a pena foi de 10 anos de prisão, e ele não será preso até o resultado do recurso.
- Os irmãos destacaram alívio com a condenação e preocupação com a liberação antes do recurso, afirmando que a justiça finalmente reconheceu a atuação da mãe.
Jean Hanlon desaparece em Creta e família luta pela verdade por 17 anos. Em 2009, a Interpol avisou aos pais de Jean que a filha de 53 anos estava desaparecida na ilha grega. O alerta desencadeou uma investigação que mudaria a vida dos três irmãos Porter, de Dumfries.
Michael Porter recebeu a notícia do irmão mais velho e, junto com Robert e David, embarcou para Creta. Segundo Michael, a família chegou com a esperança de encontrar Jean, apesar da triste confirmação ao longo do caso. A viagem foi marcada pela comoção silenciosa dos irmãos.
A investigação apontou que Jean deveria babysitar uma criança com deficiência e, ao não retornar, as autoridades localizaram um corpo no mar, em Heraklion. A identificação dos objetos e roupas da mulher aumentou a convicção de que era Jean Hanlon.
A Justiça grega manteve o caso em andamento por anos, com idas e vindas no inquérito. Duas pessoas chegaram a ser acusadas falsamente de participação na morte, e a investigação teve periodos de reabertura e encerramento.
Avanço no caso
Com o passar do tempo, houve um julgamento que resultou na condenação de um suspeito por homicídio. A decisão foi unânime, com o tribunal reconhecendo responsabilidade reduzida por questões de saúde mental. O veredito ocorreu após quase duas décadas de esforços familiares.
O réu recebeu uma pena de 10 anos, mas só começaria a cumprir após a ocasião do recurso, conforme a lei local. Os irmãos Porter expressaram alívio e frustração ao mesmo tempo pela demora e pela liberdade durante o recurso.
Reações da família
Michael afirmou sentir gratidão pela voz de Jean ter sido ouvida e reconhecida pela Justiça. Robert destacou a conquista como vitória para a memória da mãe. David comentou a satisfação com o desfecho, ainda que preferisse ver o réu preso.
O advogado da família, Aspostolos Xiritakis, acompanha o caso desde 2012. Segundo ele, a decisão representa uma vitória, pois a família, após 17 anos, sente que a Justiça foi feita, apesar da não prisão imediata do condenado.
O caso segue com recurso pendente, mantendo a possibilidade de novas etapas legais. Enquanto isso, os irmãos permanecem atentos aos desdobramentos, buscando assegurar que a memória de Jean Hanlon seja preservada e que haja esclarecimento definitivo sobre o crime.
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