- Comemora-se 250 anos de independência dos EUA e a influência da Irlanda na história do país é reexaminada.
- Cerca de metade dos 45 presidentes dos EUA têm ao menos uma linha familiar na ilha; John F. Kennedy é o exemplo mais conhecido de ascendência irlandesa em todas as linhas familiares.
- Grande parte dos presidentes descendem de ancestrais protestantes do Ulster, conhecidos como Ulster-Scots ou Scots-Irish. Andrew Jackson foi o primeiro nessa trajetória.
- Outros líderes com raízes no Ulster incluem Theodore Roosevelt, Harry Truman e Woodrow Wilson; Richard Nixon e Gerald Ford têm ligações a famíliasQuaker na Irlanda.
- Kennedy é visto como o mais conectado às próprias raízes irlandesas; a pesquisa é acompanhada pela Ireland Family History Centre, que também traça vínculos da família Bush a Rathfriland, no Condado Down.
O legado irlandês moldou parte da história dos Estados Unidos, em meio aos 250 anos de independência. Ao revisitar esse vínculo, a presença da Irlanda na árvore genealógica de vários presidentes ganha nova leitura. Dados do Irish Family History Centre ajudam a mapear essas origens.
Entre os 45 presidentes americanos, aproximadamente metade apresenta ao menos uma linha familiar remontando à ilha. JFK é citado como o líder católico cuja genealogia é irlandesa em todas as linhas de sua árvore. A referência reforça a identidade fortemente associada ao país natal.
Entre os antepassados também aparecem raízes protestantes vindas ao norte da ilha, associadas ao Ulster-Scots. O registro aponta Andrew Jackson, cujos pais presbiterianos emigraram de Carrickfergus, na Irlanda do Norte, pouco antes de seu nascimento. Em conjunto, aparecem Theodore Roosevelt, Harry Truman e Woodrow Wilson.
Segundo Fiona Fitzsimons, diretora do Irish Family History Centre, o estudo já traçou vínculos de Nixon e Ford, incluindo relações com famílias quaker irlandesas. Ela enfatiza que o traço quaker difere do caminho presbiteriano mais comum para a Casa Branca.
Entre os presidentes com laços irlandeses está também George H. W. Bush, cuja linha familiar remonta a Rathfriland, na Irlanda do Norte. A história indica que William Holliday deixou Rathfriland e emigrou para Kentucky há mais de 200 anos.
Para muitos analistas, Kennedy é o exemplo mais próximo de manter a conexão com as raízes. A reportagem destaca ainda que Reagan também fez visitas históricas à Irlanda e que a genealogia pode ir além de traços regionais, incluindo casos de comunidades inteiras que migraram ao longo dos séculos.
Lentes históricas
A reavaliação da influência irlandesa ocorre em meio a celebração de meio milênio de histórico de independência dos EUA. Especialistas ressaltam que, além de JFK, diversos presidentes tiveram ascendência irlandesa ou irlandesa-norteia, o que ajuda a entender a diversidade de origens do país.
O trabalho de Fitzsimons permite observar que as origens familiares nem sempre seguem caminhos lineares. Em particular, Nixon e Ford aparecem ligados a famílias quaker irlandesas, um desvio de trajetórias religiosas que também moldaram trajetórias públicas.
A documentação revela ainda a complexidade de vínculos familiares que cruzam continentes, religiões e classes sociais. A pesquisa não apenas mapeia nomes, mas oferece contexto sobre migrações, redes de parentesco e estratégias de assimilação ao longo de séculos.
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