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Abelhas resolvem teste de inteligência sem treino prévio

Abelhas-bombeiras resolvem desafio de resolução de problemas sem treino prévio, usando uma bola como ferramenta e mostrando flexibilidade cognitiva

Essas abelhas resolveram um teste clássico de inteligência e surpreenderam até os cientistas. (Imagem: Mikko Törmänen / Universidade de Oulu)
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  • Abelhas-bombeiras (Bombus terrestris) resolveram sozinhas um problema novo, usando uma bola como ferramenta para alcançar uma recompensa.
  • O experimento adaptou uma tarefa clássica de resolução de problemas, na qual a flor azul oferecia alimento e ficava fora do alcance, exigindo empurrar a bola.
  • As abelhas não foram treinadas para usar a bola dessa forma; algumas conseguiram combinar as informações aprendidas previamente para chegar à solução.
  • Os testes de controle descartaram explicações simples, como movimento aleatório da bola ou tentativa e erro sem direção.
  • Os resultados foram publicados em 4 de junho de 2026 na revista Science, no estudo Spontaneous problem solving in bees, destacando que cérebros pequenos podem gerar comportamento flexível e objetivo.

O estudo recente mostra que abelhas-bombeiras resolveram sozinho um desafio de resolução de problemas, sem qualquer treino prévio. Resultado foi obtido em uma sequência de experimentos com abelhas recém-destacadas em uma arena transparente.

As artistas envolvidas foram abelhas da espécie Bombus terrestris, testadas em um ambiente controlado. Elas aprenderam, de forma isolada, que uma flor artificial azul oferecia recompensa e que uma bola móvel era necessária para alcançá-la.

O experimento ocorreu em 4 de junho de 2026 e teve como objetivo testar a capacidade de as abelhas de combinar informações previamente aprendidas para alcançar um objetivo novo, sem instruções explícitas.

Metodologia e controle

Inicialmente, as abelhas foram condicionadas a associar a flor azul à recompensa. Em seguida, a flor foi posicionada acima de uma área em que era preciso empurrar uma pequena bola para baixo da flor e, então, subir para coletar o alimento.

O que surpreendeu foi que parte das abelhas conseguiu inventar a solução, ao empurrar a bola como ferramenta, sem ter sido treinada para isso. Ensaios de controle descartaram explicações como movimento aleatório ou tentativa e erro sem direção.

Implicações sobre cognição animal

Os autores destacam que a resolução espontânea de problemas não exige cérebro grande nem raciocínio humano. O estudo, publicado na revista Science, reforça a ideia de que cérebros pequenos podem gerar comportamento flexível orientado a objetivos diante de problemas inéditos.

Os resultados, liderados por Akshaye A. Bhambore com participação de Olli J. Loukola e colegas, somam-se a evidências de que abelhas podem aprender tarefas complexas, adaptar estratégias e usar informações de forma integrada, mesmo sem treinamento específico.

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