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Agro brasileiro mobiliza envio de alimentos à Venezuela após terremotos

Agro brasileiro mobiliza doações de arroz, feijão, açúcar e óleo para a Venezuela, com envio terrestre a partir de Boa Vista, enquanto o aeroporto de Maiquetía permanece fechado

Abrigo temporário montado para atender vítimas dos terremotos no complexo desportivo Domo José María Vargas, em La Guaira, na Venezuela (Foto: EFE/Raúl Martínez)
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  • Agro brasileiro mobiliza empresários, produtores e entidades do agronegócio para arrecadar alimentos não perecíveis para as vítimas dos terremotos na Venezuela, ocorridos no dia 24.
  • Itens em foco: arroz, feijão, açúcar, farinha de trigo e óleo de soja; há estudo para envio de cargas refrigeradas com carne e frango.
  • A arrecadação é coordenada pela Aprosoja Roraima, com partidas previstas de Boa Vista para Pacaraima, na fronteira, seguindo para Santa Elena de Uairén e Caracas.
  • Na Venezuela, Fedeagro e Cáritas Venezuela serão responsáveis pela distribuição dos donativos. Já foram arrecadadas cerca de 15 toneladas de arroz nos primeiros dias.
  • Dados sobre os terremotos: 2.295 mortes, 11.267 feridos e 6.461 resgatados; interessados em participar podem contatar a Aprosoja Roraima pelo telefone (95) 99153-7519.

Empresários, produtores e entidades do agronegócio brasileiro lançaram uma campanha humanitária para arrecadar alimentos destinados às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela no último dia 24. A iniciativa prevê enviar alimentos não perecíveis por meio de caminhões, já que o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, está fechado.

O movimento é liderado por Antônio Cabrera, empresário e presidente do Grupo Cabrera, que também atuou como ministro da Agricultura. Cabrera afirma que a ideia é enviar cargas não apenas de alimentos básicos, como arroz, feijão, açúcar, farinha de trigo e óleo de soja, mas também considerar cargas refrigeradas com carne e frango, se for viável. A mobilização conta com a participação da CNA.

A arrecadação está sendo organizada pela Aprosoja Roraima, com base em Boa Vista. Os carregamentos devem partir de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, em direção a Santa Elena de Uairén e, por fim, a Caracas. A distribuição na Venezuela ficará a cargo da Fedeagro, em parceria com a Cáritas Venezuela.

Segundo Murilo Ferrari, presidente da Aprosoja Roraima, já foram coletadas cerca de 15 toneladas de arroz nos primeiros dias da campanha. Ele diz que, conforme o volume arrecadado na semana, pode haver envio de um comboio único já no período em avaliação.

No lado venezuelano, a distribuição será realizada pela Confederação de Associações de Produtores Agropecuários da Venezuela (Fedeagro), em parceria com a Cáritas Venezuela, visando chegar às vítimas dos abalos sísmicos. A avaliação de impacto e logística continua em andamento.

O terremoto principal registrado na Venezuela atingiu magnitude 7,5, ocorrendo 39 segundos após um abalo de magnitude 7,2. O balanço oficial aponta 6.461 pessoas resgatadas e 2.295 mortes, com 11.267 feridos, de acordo com autoridades locais. A campanha brasileira segue recebendo adesões de produtores interessados.

Interessados em participar podem entrar em contato com a Aprosoja Roraima pelo telefone (95) 99153-7519. A iniciativa reforça a cooperação entre o setor agrícola brasileiro e organizações humanitárias para atender vítimas de desastres na região.

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