- Banco Mundial abandonou a meta de destinar quarenta e cinco por cento de seu financiamento a projetos com benefícios climáticos, após pressão dos Estados Unidos.
- A instituição disse que vai estender o plano de ação climática, mas deixará de perseguir a meta de climática vinculante.
- EUA, maior acionista com poder de veto, pressionaram para encerrar a meta e o plano; nações europeias e muitos países em desenvolvimento defendiam a continuidade.
- No ano anterior, o banco atingiu a meta ao liberar duzentos e noventa e dois bilhões de dólares em projetos com benefícios climáticos, representando quarenta e oito por cento da carteira.
- A mudança vem em meio a discussões sobre alinhamento com o Acordo de Paris e foco em monitorar resultados de ações climáticas, não apenas gastar recursos.
O Banco Mundial anunciou a aposentaria de sua meta de destinar 45% de seu financiamento a projetos com cobenefícios climáticos. A decisão ocorre após meses de negociação com Estados Unidos e entre acionistas europeus e países em desenvolvimento clientes da instituição. A instituição informou que vai estender seu plano de ação climática, mantendo o foco na agenda ambiental, mas sem manter a meta anterior.
Segundo relatos, a mudança foi motivada pela pressão dos Estados Unidos, maior acionista com poder de veto efetivo, que questionou a eficácia da meta para orientar a linha de atuação do banco. Países europeus e outras nações clientes defenderam a preservação da meta e do plano de ação climática, segundo fontes próximas às negociações.
A notícia também afirma que o Banco Mundial já cumpriu a meta no último exercício, com financiamento de projetos climáticos chegando a US$ 39,2 bilhões, equivalente a 48% da carteira anual. Pessoas ligadas às tratativas destacam que o objetivo é alinhar a atuação do banco ao Acordo de Paris, mantendo monitoramento e relatório de financiamento.
Contexto e impactos
A decisão ocorre meses depois de o governo norte-americano sinalizar mudanças em sua postura climática, incluindo debates sobre a participação de Estados Unidos em acordos multilaterais climáticos. A medida também envolve a gestão de recursos destinados à transição energética em nações em desenvolvimento, parte-chave de compromissos globais assumidos na COP29.
Executivos do Banco Mundial afirmam que o objetivo é ampliar a integração de ações climáticas na atuação de desenvolvimento, reforçando a importância de acompanhar resultados além do volume gasto. Observadores destacam que a consequência prática pode ser a busca de financiamento climático em outros bancos multilaterais por parte dos países tomadores de empréstimos.
Mesmo com a retirada da meta, fontes afirmam que o financiamento para ações climáticas pode permanecer dentro de padrões de verificação e publicação de resultados, sob uma gestão mais voltada a impactos verificados. O Tesouro dos EUA não se pronunciou sobre a decisão até o fechamento deste texto.
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