- A investigação de lavagem de dinheiro envolvendo Deolane Bezerra aponta que seu nome já era monitorado pelas autoridades desde 2014, ligado a relacionamentos com indivíduos apontados como membros de facção criminosa.
- Em 2014, ela passou a exercer a advocacia e adotou Giliard Vidal dos Santos, mantendo o radar das autoridades após o término do primeiro relacionamento.
- A apuração investiga supostos repasses financeiros a Deolane de um operador ligado ao esquema, com recursos derivados de desvios de uma transportadora, entre as linhas da denúncia do Ministério Público.
- O aumento de exposição pública após o relacionamento com MC Kevin coincidiu com um fluxo financeiro expressivo: cerca de R$ 140 milhões teriam passado por contas vinculadas a ela em quatro meses, contra rendimentos declarados de cerca de R$ 600 mil.
- A Deo Beauty, marca de cosméticos da influenciadora e de Giliard Vidal dos Santos, aparece nos documentos; em 2023 houve crédito de cerca de R$ 475 mil de aplicativo de e-commerce para a marca sem documentação fiscal, acrescentando diligências.
- Em 1º de julho, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido de habeas corpus da defesa que buscava prisão domiciliar.
A investigação que levou à denúncia contra a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra aponta que seu nome já estava sob monitoramento das autoridades desde 2014. O inquérito registra vínculos iniciais com pessoas ligadas a uma facção criminosa, o que manteve a atuação da Justiça no radar.
Durante esse período, a influenciadora passou a advogar e manteve relacionamentos com indivíduos suspeitos de integrar a organização criminosa. A partir dessas conexões, os investigadores associaram o acompanhamento financeiro à atuação de Deolane Bezerra e de terceiros próximos.
A denúncia, apresentada pelo Ministério Público, aponta movimentações financeiras atípicas vinculadas a Deolane Bezerra e a um operador financeiro ligado ao esquema. Em quatro meses, seriam cerca de R$ 140 milhões movimentados em contas associadas à influenciadora, enquanto os rendimentos declarados rondaram R$ 600 mil.
A investigação também envolve a marca de cosméticos Deo Beauty, criada em sociedade com Giliard Vidal dos Santos. Em 2023, um crédito de aproximadamente R$ 475 mil, oriundo de um app de e-commerce, foi identificado como positivo para a Deo Beauty, sem documentação fiscal adequada para justificar a entrada de recursos.
A empresa ganhou notoriedade após o aumento da exposição pública de Deolane Bezerra, com expansão para quiosques em shopping centers. Em julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, que pedia a prisão domiciliar. A defesa pode se manifestar novamente sobre os fatos.
O processo tramita com investigações sobre repasses financeiros a Deolane Bezerra e eventuais desvios de uma transportadora associada ao esquema. A apuração também analisa o crescimento patrimonial da influenciadora, em função de sua projeção nacional ligada ao relacionamento com MC Kevin.
Situação atual do processo
O STJ manteve a decisão que recusou a prisão domiciliar. A denúncia continua sob análise, com apontamentos sobre fluxo de recursos, participação na Deo Beauty e vínculos com indivíduos vinculados à facção criminosa. Não há conclusão either sobre culpa ou inocência até o momento.
A defesa de Deolane Bezerra pode apresentar novos argumentos e documentos para contestar as acusações, enquanto as autoridades seguem acompanhando a movimentação financeira associada à investigada. O desfecho dependerá da avaliação das provas reunidas no inquérito.
Entre na conversa da comunidade