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FAA ordena inspeções em Boeing 747-8F após rachaduras na fuselagem

FAA ordena inspeções em 747-8F após rachaduras em longarinas e emendas, com custo estimado de até US$ 344 mil por aeronave

Determinação afeta certos cargueiros após detecção de rachaduras na fuselagem
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  • A FAA emitiu uma Diretiva de Aeronavegabilidade para alguns modelos Boeing 747-8F devido a relatos de rachaduras em longarinas e emendas na fuselagem.
  • A inspeção detalhada passa a ser obrigatória a partir de 6 de agosto, com o objetivo de verificar a condição insegura nesses componentes.
  • O NPRM (aviso de proposta de regulamentação) para adicionar a AD já havia sido publicado no Diário Oficial Federal em novembro do ano passado.
  • O custo estimado para operadoras dos EUA é de até US$ 344.080 por aeronave, com inspeções repetitivas de US$ 85 por área a cada 48 ou 96 meses, dependendo das constatações.
  • Ainda não fica claro quais aeronaves 747-8F estão incluídas pela AD; o modelo foi produzido entre 2008 e 2023 e opera com UPS, Atlas Air, Cargolux, Nippon Cargo e Silk Way West, entre outros.

A FAA emitiu uma Diretiva de Aeronavegabilidade AD para certos cargueiros Boeing 747-8F, exigindo inspeções detalhadas após o surgimento de rachaduras em longarinas e emendas na fuselagem. A medida busca abordar condições inseguras identificadas pela autoridade norte-americana.

A exigência de inspeção passa a valer a partir de 6 de agosto e pode abranger aeronaves de diferentes operadores, sem confirmação inicial de quais modelos exatamente. A agência divulgou que o custo estimado para cada aeronave é de até US$ 344.080, com inspeções repetitivas entre US$ 85 por área, a cada 48 ou 96 meses conforme as constatações.

O 747-8F foi fabricado entre 2008 e 2023, com entrada em serviço em 2011 pela Cargolux. Entre os operadores com frotas desse modelo estão a UPS, Atlas Air, Kuehne+Nagel, Apex Logistics, Cargolux, Cathay Cargo, Nippon Cargo Airlines e Silk Way West, segundo dados de rastreamento de frotas.

A diretiva surge em meio a relatos de trincas localizadas em longarinas e emendas de fuselagem. A FAA não divulgou, até o momento, quais aeronaves específicas entram no escopo da AD, tampouco estabeleceu uma lista pública de números de série.

As informações oficiais indicam que a AD foi precedida de um NPRM publicado no Diário Oficial Federal em novembro do ano passado. A proposta visa impedir falhas estruturais que possam comprometer a segurança operacional das aeronaves afetadas.

Analistas indicam que a fiscalização envolve inspeções detalhadas em áreas críticas da fuselagem. Caso sejam encontradas trincas, as autoridades podem determinar ações corretivas, incluindo reparos ou substituições de componentes.

Para o setor de transporte aéreo, a medida reforça a necessidade de monitoramento contínuo de fissuras em estruturas primárias. A FAA mantém a comunicação com operadoras para esclarecer alcance e procedimentos.

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