- O funeral de Estado de Ali Khamenei começou em Teerã, com milhares de fiéis reunidos na Grande Mosalla para as homenagens ao líder supremo falecido, morto em ataques de fevereiro.
- O caixão está exposto com o turbante preto, em meio a protestos e cartazes contra os Estados Unidos e Israel, com gritos de “Vingança” e mensagens que pedem morte a EUA e Israel.
- Cartazes com a hashtag #MatarTrump foram vistos no recinto, em meio a uma demonstração de força durante o primeiro dia do velório.
- As autoridades estimam entre quinze e vinte milhões de iranianos participando das homenagens apenas em Teerã, em um evento que se estenderá por seis dias.
- Mojtaba, filho de Khamenei que o sucedeu no cargo, não foi visto; autoridades não confirmaram sua presença, e a cerimônia ocorre num contexto de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
O funeral de Estado do aiatolá Ali Khamenei começou neste sábado em Teerã, com milhares de pessoas reunidas na Grande Mosalla. A cerimônia ocorre em meio a tensões regionais e após conflitos envolvendo Israel e Estados Unidos.
Os participantes aparecem predominantemente vestidos de preto e exibem símbolos xiitas, incluindo bandeiras vermelhas com homenagens ao falecido líder. A ata oficial envolve o caixão com o turbante preto característico do aiatolá.
Milhares já ocupavam o local desde a manhã, antes do anúncio oficial do início das homenagens. A cerimônia marca o início de seis dias de homenagens, que devem reforçar a imagem de poder do regime iraniano.
Contexto e participação
Estimativas apontam que entre 15 e 20 milhões de pessoas devem participar das homenagens apenas em Teerã, conforme autoridades. O centro da capital foi transformado em área de grande aparato de segurança, com múltiplos controles policiais.
Entre os sinais do evento, cartazes contra EUA e Israel fazem parte da cenografia. Também foram observados epígrafes pedindo vingança, além de mensagens associadas ao slogan de resistência ao Ocidente.
Detalhes da cerimônia
O caixão fica exposto na Grande Mosalla, ao lado de familiares falecidos junto com Khamenei. A presença do filho, Mojtaba, não foi confirmada; segundo relatos, ele pode não aparecer publicamente mesmo após ferimentos atribuídos aos ataques que ceifaram a vida do pai.
Participantes descrevem a cerimônia como uma forma de prestar homenagens e reafirmar lealdade ao líder supremo. O evento ocorre num momento de negociação diplomática entre Washington e Teerã, após um memorando recente para pôr fim ao conflito.
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