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Igreja Católica na China fica subordinada ao Partido Comunista

O PCCH controla a administração da Igreja na China por meio da Associação Patriótica Católica Chinesa, gerando distanciamento com o Vaticano e igrejas clandestinas

Na imagem, igreja de São José em Pequim, uma das 4 igrejas católicas na capital chinesa
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  • Na China, a autoridade máxima sobre as igrejas católicas é a Associação Patriótica Católica Chinesa (CCPA), subordinada ao Partido Comunista da China, não ao Vaticano.
  • A CCPA foi criada em agosto de 1957 para unificar clero e leigos sob o controle do PCCH e promover uma igreja autogerida e alinhada ao sistema socialista.
  • Em 1958, o Vaticano denunciou a CCPA como uma “farsa” de patriotismo religioso; isso estimulou o surgimento de igrejas clandestinas leais ao Vaticano.
  • Um acordo provisório entre Vaticano e China, firmado em 2018 e renovado em 2020, 2022 e 2024, permite nomeação de bispos pela CCPA, com veto papal; a última renovação vale por quatro anos.
  • Nos últimos anos houve tensões, incluindo a prisão do bispo Joseph Zhang Weizhu (Xinxiang) em 2021 e substituição aprovada pelo Papa em 2025, com a nomeação do bispo Francis Li Jianlin pela CCPA; a CCPA também atua sobre igrejas evangélicas sancionadas pelo Estado.

A Igreja Católica na China funciona sob controle do Partido Comunista, não diretamente pelo Vaticano. Há quase 70 anos, a autoridade administrativa das igrejas e a indicação de bispos ficam com a Associação Patriótica Católica Chinesa, vinculada ao PCCH. O distanciamento entre Vaticano e igreja chinesa persiste.

A CCPA foi criada na década de 1950, após o PCCH consolidar o regime na China. O objetivo, segundo a própria instituição, é unir clero e leigos sob a liderança do Partido, respeitando a constituição e as leis nacionais. A relação com a Santa Sé é de cooperação condicionada.

A resposta papal veio em 1958, com uma encíclica que descreveu a CCPA como uma farsa para promover o ateísmo entre os fiéis. A carta condenou a instituição por suposto subterfúgio patriótico para afastar a fé de seus seguidores.

Parte dos católicos chineses não reconhece a autoridade da CCPA, o que gerou igrejas clandestinas ligadas ao Vaticano. Também houve criação de uma rede oficial de templos sob o controle do Estado, com membros que preferem manter a fidelidade ao Vaticano.

Entre 2018 e 2024, houve um acordo provisório com o Vaticano para unificar as igrejas, mantendo o poder de veto papal sobre as ordens episcopais. O pacto foi renovado por quatro anos, garantindo aprovação prévia de bispos indicados pela CCPA.

O episódio mais recente de tensão envolveu o bispo Joseph Zhang Weizhu, destituído e preso em 2021 por não ser registrado. Em 2025, o Papa Leão 14 autorizou a substituição dele pelo bispo Francis Li Jianlin, indicado pela CCPA, marcando a continuidade da prática de supervisão estatal.

Contexto religioso na China

A CCPA é uma das sete organizações religiosas oficiais subordinadas à Administração Nacional de Assuntos Religiosos. Além da Igreja Católica, o governo supervisiona as atividades de cristãos protestantes por meio de dois conselhos oficiais. Prega-se, porém, com frequência, que muitos locais seguem formas não sancionadas.

Não sancionadas, as chamadas igrejas clandestinas são alvo de operações policiais em alguns casos. Relatos de 2025 indicam prisões de pastores e funcionários que atuam fora do controle estatal, com risco de prisão.

Estimativas apontam que a China abriga uma das maiores populações cristãs do mundo. Pesquisas oficiais e de institutos independentes sugerem dezenas de milhões de fiéis, com números variando conforme a metodologia.

Fontes oficiais indicam que a Cina mantém uma política de liberdade religiosa condicionada a controle estatal. A comunidade cristã no país continua crescendo, mesmo com o regime de supervisão e restrições, refletindo uma divisão entre setores leais ao Vaticano e setores sob supervisão estatal.

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