- Balanço oficial provisório, publicado em 4 de julho, aponta 2.954 mortes e 16.592 feridos no terremoto duplo que atingiu a Venezuela em 24 de junho.
- Mais de 16 mil pessoas ficaram desabrigadas; 856 edifícios foram atingidos. A ONU estima que desabrigados possam chegar a 50 mil.
- Os tremores ocorreram com intervalo de 39 segundos; o começo foi a 21,9 quilômetros de profundidade e o segundo a 10 quilômetros, a cerca de 45 quilômetros de distância de Caracas, segundo o USGS; magnitude registrada foi de 7,5.
- La Guaira foi a região mais afetada, com prédios em ruínas; muitos moradores estão em ruas ou abrigos precários, e houve saques.
- A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que as buscas por sobreviventes continuam e que todas as vítimas serão identificadas, garantindo que ninguém será enterrado em vala comum.
O que aconteceu com o terremoto duplo na Venezuela: dois abalos atingiram o norte do país em 24 de junho, com intervalos de 39 segundos. O evento causou mortes, feridos e desabrigados, agravando a crise econômica já presente no país.
Pelo menos 2.954 pessoas morreram e 16.592 ficaram feridas, segundo balanço oficial provisório divulgado neste sábado pelo governo interino. Mais de 16 mil desabrigados foram registrados, com 856 edifícios atingidos, segundo o Ministério das Comunicações. A ONU estima até 50 mil desabrigados.
Equipes de resgate seguem trabalhando em busca de sobreviventes, especialmente em La Guaira, cidade litorânea a cerca de 40 km de Caracas, onde prédios inteiros desabaram. Caracas também sofreu danos, porém em menor escala.
Detalhes do registro sísmico
O USGS aponta que o tremor principal teve magnitude 7,5, o mais forte na Venezuela desde 1900. O primeiro abalo ocorreu a 21,9 km de profundidade, a cerca de 200 km a oeste de Caracas. O segundo, a 10 km de profundidade, ocorreu 39 segundos depois, a 45 km de distância, com cerca de vinte réplicas.
Contexto e desdobramentos
Delcy Rodríguez, presidente interina desde janeiro, afirmou que as buscas por sobreviventes continuam e que todas as vítimas serão identificadas. Ela disse que médicos legistas estão coletando impressões digitais e fotos para cada caso. A crise estrutural do país dificulta a resposta humana e logística.
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