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Trump se apresenta como pacificador em longa ligação com Putin

Trump propõe mediação para fim rápido da guerra em ligação de 90 minutos com Putin, antes da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

A file photo of Donald Trump and Vladimir Putin from 2025. The Kremlin says Putin and Trump have had a’ business-like and quite constructive’ phone call.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para o presidente russo, Vladimir Putin, por cerca de noventa minutos e se ofereceu para ajudar a encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia, em contexto de participação na cúpula da Otan na Turquia.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a conversa com Trump foi muito boa e que há real perspectiva de encerrar o conflito; os dois concordaram em manter as discussões na próxima reunião da Otan.
  • Moscou afirma ter tomado Kostyantynivka, mas Kiev nega, dizendo que a cidade continua sob controle das Forças Armadas da Ucrânia; Zelensky chamou a declaração de “mentira”.
  • Putin agradeceu às tropas pelas ações em Kostyantynivka, embora haja disputa sobre o controle da cidade, com combate em curso segundo autoridades ucranianas.
  • A Rússia informou que drones ucranianos atingiram um terminal de petróleo em São Petersburgo, um porto próximo à Finlândia e o complexo Peterhof; a defesa aérea derrubou quase quinhentos drones e dez mísseis; há registros de danos menores e vítimas em Belgorod e Crimeia.

Donald Trump manteve uma ligação de aproximadamente 90 minutos com Vladimir Putin, em que o tema central foi a possibilidade de encerrar o conflito na Ucrânia. A divulgação foi feita por Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, que descreveu a conversa como construtiva e com tom de negociação. O objetivo, segundo a Rússia, é buscar uma solução político-diplomática para a crise.

O líder americano, segundo Ushakov, reiterou a disposição de trabalhar para um fim rápido dos combates e para superar a crise. A ligação ocorreu na contextuação de Trump prestes a participar de uma cúpula da Otan, na Turquia, na próxima semana. O Kremlin destacou que o diálogo manteve foco técnico e estratégico.

Zelenskiy confirmou, por meio de redes sociais, ter conversado com Trump. O presidente ucraniano afirmou que o papo foi positivo, abordando a frente de combate de cerca de 1.200 km. Ambos concordaram em aprofundar as discussões na reunião da Otan.

A acusação russa de Kyiv e de aliados europeus de buscar prolongar ou ampliar o conflito foi alvo de reação de Ushakov, que citou ataques de longo alcance ucranianos a alvos na Rússia, principalmente relacionados ao setor de óleo. As afirmações não foram verificadas de forma independente neste relato.

Enquanto isso, Kiev negou a afirmação de Moscou de ter capturado a cidade estratégica de Kostyantynivka, no Donbass. Um porta-voz do exército ucraniano disse à AFP que o município continua sob controle. Zelenskiy chamou de mentira a declaração russa.

Putin, que participou de comemorações militares na véspera, teve reforço de tropas na área de Kostyantynivka, embora haja relatos de infiltrações de unidades russas. O Ministério da Defesa russo afirmou que as tropas estão em todas as partes da cidade. A situação permanece tensa no leste.

Na esfera de operações na Rússia, ataques ucranianos atingiram um terminal de petróleo em São Petersburgo, além de um porto próximo à Finlândia e o complexo histórico Peterhof. A maior parte dos ataques foi neutralizada por defesas aéreas, segundo Moscou, que registrou quase 500 drones abatidos e 10 mísseis no período.

O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, informou que as defesas aéreas derrubaram 72 drones na região, sem vítimas ou danos. Em Kiev, as autoridades foram responsáveis por ações de retaliação, com ataques a alvos de interesse militar dentro de território russo.

Em resposta, Moscou prometeu retaliação e manteve operações de defesa contra novas incursões. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, reiterou que as defesas aéreas impediram ataques contra a capital, reiterando o saldo de vítimas apenas em outras regiões próximas à fronteira.

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