- A Índia pediu à Meta para adiar o lançamento de um recurso do WhatsApp que permite aos usuários escolherem nomes de usuário, por temor de aumento de fraudes online.
- O recurso, que começou a ser disponibilizado nesta semana, visa permitir mensagens sem a necessidade de compartilhar números de telefone entre contatos.
- O Ministério de Tecnologia enviou notificação à Meta sugerindo que nomes de usuário podem facilitar phishing, falsificação de identidade e golpes, e pediu nova consulta antes do lançamento.
- A Meta afirmou ter implementado camadas de defesa contra golpes e disse que nomes de alto perfil poderão ser reivindicados apenas por seus proprietários legítimos.
- Organizações locais e especialistas, como a Internet Freedom Foundation, questionaram a base legal da medida e temem precedentes de intervenção governamental no design de produtos.
O governo da Índia pediu à Meta que adie o lançamento de um recurso do WhatsApp que permite aos usuários escolherem nomes de usuário. A medida visa evitar potenciais fraudes online. A solicitação foi feita nesta semana, em meio a preocupações de segurança.
O recurso permite reservar nomes de usuário únicos e está previsto para ficar operacional ainda neste ano. A ideia é facilitar a comunicação sem a troca de números, reforçando a privacidade dos usuários, segundo a Meta.
O Ministério de Tecnologia informou à Meta que nomes de usuário podem aumentar casos de golpe, phishing e falsificação. A notificação determina o adiamento até nova consulta. Nova Délhi é o maior mercado do WhatsApp, com mais de 600 milhões de usuários.
Desdobramentos
A Índia questiona o lançamento global do recurso, que seguiria após a nomeação de Kunal Shah como novo chefe do WhatsApp. A mudança demonstra a linha dura do país com grandes empresas de internet dos EUA.
Nova Délhi tem atuado com regulações mais rígidas sobre conteúdo, o que eleva o risco de sanções para executivos em caso de violações. O episódio ocorre após críticas ao WhatsApp por desinformação que levou a linchamentos.
A Meta informou ter desenvolvido várias camadas de defesa contra golpes. O recurso restringiria quem pode contatar quem, com mecanismos para detectar padrões de falsificação de identidade e abuso.
Organizações brasileiras de defesa digital destacaram preocupações legais sobre a intervenção do governo. Entidades locais afirmam que a autoridade não pode bloquear o lançamento de um recurso de produto.
Entre na conversa da comunidade