- Dois nacionais da Nigéria foram mortos na África do Sul, em momento de targetização de estrangeiros, conforme o Ministério das Relações Exteriores nigeriano. Um deles, Emeka Charles Iroegbu, teria sido morto em Pretoria por policiais do Departamento de Polícia Metropolitana de Tshwane, enquanto outro, Musa Yunana Joe, foi atacado fora de sua loja em eMalahleni no mesmo dia, 28 de junho.
- O governo sul-africano não comentou oficialmente até o momento sobre os fatos.
- A Nigéria informou que o incidente acontece em meio a um aumento do sentimento antiimigrante na África do Sul, com cerca de vinte e cinco mil estrangeiros repatriados, incluindo cerca de setecentos nigerianos.
- Lagos disse que busca compensação para seus cidadãos que deixaram o país e começou a mapear empresas e propriedades deixadas por nigerianos. Em resposta, uma ministra do governo sul-africano disse que não há pagamento de compensação e que nigerianos podem vender propriedades registradas no mercado sul-africano. A Nigéria qualificou essa declaração como discurso de ódio.
- Grupos anti-imigração na África do Sul deram prazo de trinta de junho para a retirada de estrangeiros ilegais. Países vizinhos, como Gana, Maláui e Nigéria, já recolheram parte de seus cidadãos. A África do Sul tem alta taxa de desemprego, acima de trinta por cento, e continua sendo um polo de trabalho para pessoas de países pobres.
Dois cidadãos nigerianos foram mortos na África do Sul, em meio ao aumento de ataques contra estrangeiros. Emeka Charles Iroegbu foi mortos por supostos agentes de polícia de Pretoria, usando técnicas de interrogatório, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Nigéria. Musa Yunana Joe foi assassinado no mesmo dia, em eMalahleni. A autoridade sul-africana não comentou até o momento.
O governo nigeriano informou que as mortes ocorrem em um contexto de crescente hostilidade contra estrangeiros no país. Aproximadamente 25 mil africanos teriam sido repatriados, incluindo cerca de 700 nigerianos. Protestos na África do Sul demandam medidas para conter a migração irregular.
A Nigéria disse que buscará reparação junto ao governo sul-africano pelos cidadãos que deixaram o país e começou a mapear negócios e imóveis deixados. Em resposta, o ministério sul-africano da Casa Civil divulgou que não há planos de pagamento de indenizações e que bens registrados podem ser vendidos no mercado local.
Contexto e desdobramentos
Grupos anti-migrantes na África do Sul deflagraram um prazo para a saída de estrangeiros não registrados, até 30 de junho. Países como Gana, Malawi e Nigéria já conduziram operações de repatriação de parte de seus cidadãos. A África do Sul enfrenta desemprego elevado, estimado acima de 30%, e uma economia fortemente dependente de mão de obra de outros países.
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