- O número de mortos na Venezuela subiu para 3.342, com 16.470 feridos, segundo balanço divulgado no domingo (5). Houve aumento de 388 mortes em relação ao levantamento anterior.
- 17.345 pessoas ficaram sem moradia após os terremotos ocorridos em 24 de junho, com maior impacto no estado de La Guaira.
- La Guaira, perto de Caracas, foi a região mais afetada; Caracas também registrou danos, especialmente nos bairros de Chacao.
- A ONU estima que o total de desaparecidos no país possa chegar a até 50 mil; a organização administra acampamento para deslocados em La Guaira.
- O Brasil enviou uma ajuda humanitária de seis toneladas, incluindo vacinas, medicamentos e insumos, para La Guaira, sem comprometer seus estoques nacionais.
O governo venezuelano informou que o número de mortos pelos terremotos que atingiram o país subiu para 3.342. O balanço divulgado neste domingo (5) também contabiliza 16.470 feridos e 17.345 pessoas desabrigadas em todo o território.
Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram principalmente o estado de La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas, na madrugada de 24 de junho. Em Caracas, bairros de Chacao foram atingidos, especialmente Los Palos Grandes e Altamira.
O governo não divulga estimativas oficiais de desaparecidos. A ONU projeta que o número pode chegar a 50 mil, e administra um acampamento para deslocados em La Guaira. Equipes internacionais trabalham nas buscas por sobreviventes.
Desdobramentos humanitários
A ONU informou, na segunda-feira, que iniciou a compra de 10 mil sacos para armazenamento de corpos, diante da possibilidade de novos óbitos. O PMA pediu US$ 50 milhões para atender 500 mil pessoas nos próximos três meses.
O Brasil ampliou a ajuda ao país vizinho. No sábado (4), foi enviada uma carga de seis toneladas de vacinas, medicamentos e insumos ao Hospital de Campanha da Marinha em La Guaira, sem comprometer estoques nacionais.
A violência das imagens de destruição levantou críticas sobre a rapidez das ações de emergência. A líder interina Delcy Rodríguez afirmou que as operações seguem e acusou suspeitas de ataques de “laboratórios midiáticos” sem apresentar provas.
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