- Três filhos de Ali Khamenei — Meysam, Masoud e Mostafa — foram vistos rezando ao lado dos caixões durante o segundo dia do funeral, em Teerã.
- Mojtaba Khamenei, que herdou o cargo de líder supremo, não compareceu e continua sumido desde o ataque que matou o pai.
- Uma multidão de fiéis participou das orações públicas no Grande Mosalla Imam Khomeini neste domingo, segundo dia de cerimônias.
- Os restos mortais devem seguir em procissões até Qom, depois viajar para Najaf e Karbala, no Iraque, e retornar a Mashhad, no Irã, para novas homenagens.
- As autoridades prometem mobilizar milhões para as próximas cerimônias; há um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos com impactos econômicos, e a imprensa norte-americana relatou pausa nas negociações de paz.
Três filhos de Ali Khamenei compareceram no funeral do líder supremo do Irã, celebrado em Teerã neste domingo (5). Meysam, Masoud e Mostafa Khamenei rezaram ao lado dos caixões, que incluíam Ali e outros familiares mortos em bombardeios ocorridos em fevereiro. Mojtaba, o sucessor escolhido, não apareceu e permanece sumido.
A cerimônia ocorreu no vasto pátio do Grande Mosalla Imam Khomeini, em Teerã, com a presença de autoridades do alto escalão. Milhares de fiéis participaram do segundo dia de despedida pública, marcando uma semana de procissões oficiais do Estado teocrático.
Detalhes do funeral e desdobramentos
Mojtaba Khamenei não foi visto em público desde a sua ascensão ao cargo, em março, após ferimentos nos ataques de 28 de fevereiro. O caixão de Khamenei foi exibido ao ar livre sob vidro, junto aos de sua filha, genro e neta de 14 meses, após um dia em câmara ardente.
As autoridades aguardam grandes procissões ao longo da semana, com planos de deslocar os restos mortais para locais religiosos xiitas no Iraque. A agenda inclui paradas em Qom, Najaf e Karbala, antes de retornar ao Irã para uma nova procissão em Mashhad.
Segundo a imprensa iraniana, o saque de serviços públicos para a logística das cerimônias terá apoio de transporte, alimentação e hospedagem para milhões de participantes. As autoridades descrevem as celebrações como expressão de devoção ao Estado e aos ideais revolucionários.
A cobertura internacional aponta que o funeral ocorre em meio a tensões regionais, com a guerra iniciada após os ataques de fevereiro. Comunicados oficiais sinalizam que os eventos não devem interromper negociações econômicas e políticas em curso com potências externas.
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